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Resenha: Desculpe o Exagero, Mas Não Sei Sentir Pouco

Título: Desculpe o Exagero, Mas Não Sei Sentir Pouco
Autor: Geffo Pinheiro
Páginas: 144
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
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Sinopse: No amor, não há espaço para o raso. Ele não existe na superfície ou mesmo na escassez. Amor é para quem tem coragem de se atirar na intensidade e se esbaldar na abundância. Então, nem perca tempo em ficar onde seus pés alcançam. É no profundo que ele acontece.

Desde o primeiro momento que bati o olho nesse livro já fiquei completamente apaixonada por sua edição rica em ilustrações, cores e detalhes. Ao iniciar a leitura minha admiração por esta obra só cresceu, pois ela retrata temas reais e vividos por todos nós: relacionamentos.


Dividido em quatro partes, Geffo Pinheiro nos apresenta de forma delicada e sincera textos e versos que falam sobre as nuances do amor nas relações. Ele nos inspira a acreditar novamente nas sutilezas do amor após ter o coração partido. Nos dá segurança e incentivo para continuar em frente, mesmo quando perdemos a esperança de encontrar uma pessoa que nos valorize de verdade.


Através de uma escrita simples, somos confortados por suas palavras de afeto, acalento e muita honestidade. Além disso, o autor nos lembra sobre como o nosso amor-próprio é importante para nós, antes de toda e qualquer relação.


O amor é a base de todas as páginas desse livro, assim como ele é na nossa vida. Essa é uma leitura que gera muita identificação e nos ressalta a todo tempo que somos incríveis, apesar dos pesares.


Foi meu primeiro contato com o Geffo e gostei muito da sua sensibilidade para escrever sobre o tema. Finalizei a obra mais confiante e esperançosa de que o amor pode se manifestar de diversas formas e eu posso acreditar que sou merecedora dele.

Resenha: Hierarquia

Título: Hierarquia
Autora: Helen Wan
Tradutor: Marcia Blasques
Páginas: 320
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
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Sinopse: O LIVRO QUE DEU ORIGEM À SÉRIE NA NETFLIX

Para a advogada Yung, sucesso é se tornar sócia no prestigiado escritório em que trabalha.

Para a filha única, descendente de chineses nos Estados Unidos, sucesso é deixar seus pais orgulhosos.

Para a romântica Ingrid, sucesso é concretizar a antiga paixão pelo seu colega do escritório.

Mas todas essas versões de si mesma acabam esbarrando em uma cultura corporativa extremamente racista e machista, controlada por homens mais velhos e, em sua (imensa!) maioria, brancos. Para contornar esses obstáculos e se reerguer, Ingrid Yung, que sempre esteve acostumada a desbravar territórios para lutar pelo o que quer, vai precisar rever seus conceitos; principalmente o de sucesso.
Ingrid Yung é uma jovem e determinada advogada na Parsons Valentine, um dos maiores grupos de advocacia em Nova York. Com alguns anos na empresa, ela trabalha duro para ser reconhecida e se tornar sócia na corporativa.

Porém, tem sido um desafio, filha única, descendente de chineses e imigrante nos Estados Unidos, Yung, precisa lutar muito contra os preconceitos impostos, pelo simples fato de ser minoria. No entanto, quando surge a oportunidade de ser sócia, muitos obstáculos irão fazer com que Igrid questione seus valores.


A trama apresenta todo um cenário jurídico corporativo, com advogados renomados e muitas transações milionárias. O sexo masculino é o mais presente nessa ambientação, abrindo espaço para refletirmos sobre temas como o machismo e o preconceito que uma mulher sofre no ambiente de trabalho.

A escrita da autora é muito fluida e objetiva, entretanto, foi difícil engatar nessa leitura, achei a narrativa cansativa, com muitas descrições do meio jurídico e corporativo e esse é um assunto que foge um pouco do meu interesse.


Em contrapartida, adorei acompanhar a protagonista e fiquei comovida por seus enfrentamentos. Ingrid Yung é uma mulher forte e determinada e gostei de ver o quanto ela se esforça e vai atrás do que quer de forma merecedora. Ela sofreu muitos preconceitos mas se manteve firme e no momento certo, enfrentou sem medo e fez o que era preciso para mostrar sua integridade e valor.

"Hierarquia" é um livro com muita representatividade, além de ser inspirador, oferece muitos questionamentos e temas importantes.

Se você gosta de histórias com mulheres fortes e evolução da protagonista, vai adorar esse livro ou a adaptação na Netflix, de mesmo nome.

Resenha: O Príncipe Congelado

Título: O Príncipe Congelado
Autor: Raigor Ferreira
Páginas: 176
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 9 anos.
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Sinopse: Bem-vindo a Arvoredo, um reino tomado pelo gelo. Depois de muitas desventuras e tragédias, Arvoredo conheceu o impiedoso Inverno que se prolonga e dificulta a vida de todos os seus habitantes. Porém, a chegada de uma forasteira misteriosa e de cabelos vermelhos pode mudar o futuro do reino para sempre.

O Príncipe Congelado é um conto de fadas que revela o lado mais encantador do amor entre dois jovens bem diferentes do “convencional”. Entre nessa aventura de autodescoberta, amizade e aceitação de quem somos da forma como somos. Você está pronto para deixar seu coração se aquecer com essa história
Oii, aproveitando que esses dias estão mais frios, trouxe a indicação de um livro infanto-juvenil de fantasia super fofo para aquecer nossos corações.


O livro conta a história de um reino chamado Arvoredo, que a muito tempo vem sofrendo com tragédias devido as temperaturas geladas. Com um inverno impiedoso, o príncipe Phelipe não tem controle sobre como ajudar seu povo, já que ele mesmo vive coberto por gelo. 🌬️❄️

Em paralelo, no reino de Ignis, mora a princesa Lavinah, diferente de Phelipe, ela é envolvida por chamas que jamais se apagam. Ao ouvir falar do príncipe congelado, ela foge para o reino de Arvoredo em busca de conhecer alguém com problemas semelhantes aos seus. 🔥✨


Com uma escrita fluida e muitas mensagens bonitas, Raigor nos encanta e nos transporta para uma história no ritmo de um conto de fadas, apresentando referências dos contos que já conhecemos. O diferencial da trama é que o autor mantém sua própria originalidade.
"A magia não é, necessariamente, algo que precisa estar distante de nós. Para ser mágico, basta acreditarmos que é."
A narrativa é mais infantil, porém, é indicada para todo leitor. Fui surpreendida com os temas abordados, assuntos delicados como bullying e d3pressão foram pincelados de forma sútil, além disso, o autor apresenta diversas outras questões sobre família, a importância de ser quem você é, as diferenças, perdas.
"O amor, quando é amor, não diferencia um mundo de outro, apenas os completa, como se sempre tivesse sido um só."
Em suma, é um livro leve e despretensioso com personagens cativantes. E como todo cenário mágico e imaginativo, abre espaço para reflexões e ensinamentos para nossa própria vida.
"Todos os "felizes para sempre" já estão escritos. Somos nós que demoramos demais para chegar ao final feliz."

Resenha: Não Quero Ser Como Você

Título: Não Quero Ser Como Você
Autor: Vinicius Fernandes
Páginas: 224
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
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Sinopse: LUCAS E GABRIEL SÃO O OPOSTO.

Lucas há tempos se fechou para o amor. Na rotina agitada do psicólogo gato e bem-sucedido, só há espaço para encontros casuais, desde que não durem mais de uma noite. Já Gabriel é o romantismo em pessoa. Mesmo já tendo quebrado a cara algumas vezes, ele sonha em encontrar um grande amor, daquele tipo que faz os olhos revirarem.

É claro que as histórias dos dois vão se encontrar... Mas até que ponto duas pessoas tão diferentes podem ser felizes? Uma hora você percebe que a vida não é um conto de fadas (nem perto disso!), e é preciso amadurecer. Mas, também, chega um momento em que você tem que abrir a porta e deixar alguém entrar. Será que ambos estão dispostos a isso?
Lucas e Gabriel possuem personalidades completamente diferentes.

Gabriel é sentimento. Carrega consigo a essência de alguém que é intenso, que acredita e busca viver uma linda história de amor. Lucas é seu oposto, criou muros ao redor de seu coração e se fechou para as relações amorosas. No entanto, suas histórias irão se colidir para mostrar que eles tem mais em comum do que imaginam.


Eu me identifiquei muito com o Gabs, ele é romântico e sonhador, mesmo que tenha se decepcionado algumas vezes continua buscando por alguém que o proporcione uma relação recíproca e verdadeira. Porém, a vida é repleta de provações e antes e até mesmo depois que isso aconteça ele passa por maus bocados.

O preconceito existe, esse é um dos temas de maior destaque na trama. Gabriel ao se assumir, sofre discriminação dos próprios pais, fico angustiada de ver isso acontecendo, pois me lembra que essa é uma realidade muito além da ficção. Mas ao mesmo tempo, me enche de esperança saber que ele não está sozinho, seus amigos e sua avó o acolheram com muito amor.

Tentar entender a personalidade de Lucas foi bem difícil, ele esconde seu passado e só mostra a jornada de um rapaz vazio, que bloqueia todos os seus sentimentos para evitar decepções, se contenta apenas com encontros casuais e prazer momentâneo. Esse estilo de vida é muito triste, a pessoa perde a chance de ser feliz por medo de sentir. Entretanto, eu amei como o autor trabalhou essa questão, só depois que conhecemos a história de Lucas é que compreendemos porque ele é assim. Eu entendi e me comovi muito.

O livro aborda assuntos muito necessários como o preconceito, homof0bia, abandono parental, luto, o combate LGBTQIA+ contra a intolerância e a importância da saúde mental, de cuidar de si mesmo e não se fechar para o mundo.

Eu amei acompanhar o amadurecimento de Lucas e Gabriel, os dois precisaram em momentos diferentes desse crescimento pessoal para seguir em frente.

E não posso deixar de mencionar as edições com vários exemplares coloridos que a @astral.cultural nos presenteou, é como erguer a bandeira LGBTQIA+ pedindo justiça contra a homof0bia.

Resenha: Quão Bela e Brutal é a Vida

Título: Quão Bela e Brutal é a Vida
Autora: Cory Anderson
Tradutor: Débora Isidoro
Páginas: 320
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
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Sinopse: “Intenso e brutal, a estreia de Anderson traz enredo complexo e ação para competir com os melhores thrillers. Envolvente e inesquecível.” Kirkus, Starred Review “Prepare-se para ser assombrado e arrepiado até os ossos por esta história excepcional.” Library Journal, Starred Review Perfeito para fãs de Patrick Ness. Os irmãos Jack e Matty só têm um ao outro. Jack é o mais velho e é capaz de qualquer coisa para garantir que seu irmão fique a salvo, mesmo que isso coloque a própria vida em risco. Depois de a mãe deixá-los, Jack precisa escolher o destino de ambos: permitir que seu irmão seja enviado a um orfanato ou ir atrás do dinheiro que levou o pai deles à prisão ― e isso inclui envolver-se com gente perigosa. Ava cresceu isolada de tudo e de todos e está presa a uma vida de silêncio, à sombra de seu pai, Victor. Ele, um mafioso violento, sempre controlou seu destino e a ensinou a não amar ninguém. Mas então ela conhece Jack. Quando a vida dos dois se cruza definitivamente, Jack e Ava precisam tomar decisões difíceis, que poderão ter consequências irreversíveis. Escolhas. Elas vêm com um preço.
Quando Jack chega em casa e não encontra a mãe em nenhuma de suas rotinas comuns, uma tensão toma conta e o medo de que algo possa ter acontecido o alarma. E de fato, o inimaginável acontece: a mãe os deixou de uma forma trágica. Agora os irmãos Jack e Matty só têm um ao outro.

Apreensivo, o adolescente irá fazer de tudo para garantir que ninguém os separe do irmão mais novo, mesmo que Jack precise fazer escolhas perigosas.

Nessa jornada pela sobrevivência, o caminho dos irmãos se cruza com o de Ava, filha de um mafioso muito violent0. A garota terá um papel muito importante na vida de Jack e Matty, embora Jack não tenha ideia de quem ela realmente seja.


Com capítulos curtos e uma escrita muito instigante, Cory Anderson nos apresenta uma narrativa mais sombria e recheada de tensão e angustia, onde tudo que já se encontra ruim pode ficar ainda pior.

Eu não achei que o livro tem grandes reviravoltas e seja uma leitura frenética, acredito que a história em si tem mais drama e desperta muitas emoções, eu me vi comovida pela situação atual dos irmãos e aflita querendo que eles ficassem bem.

Gostei muito da união de Jack e Matty, os dois cuidam um do outro e é realmente algo bonito de se ver, além disso, Ava também é uma garota muito forte e decidida, ela se uniu a eles por acreditar na sua verdade e no que é certo para ela.


"Quão Bela e Brutal é a Vida" é um thriller repleto de camadas, com personagens jovens sentindo na pele como pode ser difícil ser adulto tão cedo devido as circunstâncias que te obrigam, vai te fazer refletir sobre escolhas e o quanto a vida, mesmo sendo bruta, pode te oferecer a esperança de dias melhores e mostrar que mesmo quando tudo parece perdido você pode sim enxergar beleza no seu dia a dia, no amor, cuidado e no sonho de dias melhores.

Eu gostei muito do livro, foi uma dose de drama e tensão de um thriller na medida certa.

Resenha: Queenie

Título: Queenie
Autora: Candice Carty-Williams
Tradutor: Carolina Cândido
Páginas: 463
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
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Sinopse: Aos 25 anos, Queenie Jenkins, uma jovem jamaicana-britânica, é a única mulher negra trabalhando em um grande jornal de Londres. Ao ver sua vida virar de cabeça para baixo após o fim de seu relacionamento de três anos com um homem branco, ela busca conforto em todos os lugares possíveis, incluindo vários homens. Tentando recuperar a já precária autoestima, ela se envolverá em uma série de relações problemáticas que a fazem pensar sobre as experiências traumáticas que viveu na infância. Entre comparações com suas amigas, tentativas de estabelecer sua identidade e lutas para enfrentar seus demônios, Queenie nos guia por uma aventura com tenacidade e humor incomparáveis, a fim de provar que a vida da mulher negra é tão importante quanto as outras.
Queenie Jenkins é uma jovem jamaicana de 25 anos, a única mulher negra trabalhando em um jornal de Londres. Quando seu namorado branco pede um tempo no relacionamento de três anos, sua vida desmorona completamente.


Sem autoconfiança e autoestima, Queenie decide usar um app de namoro para conhecer novos homens e buscar certo conforto, mas o problema é que ela vai passar por diversas relações problemáticas, despertando vários gatilhos do passado, além de se encrencar em algumas situações.
"Todas sabemos como é ter o coração partido. Só temos que aprender a conviver com isso."
Com uma leitura fluida, o livro é narrado pela protagonista e no decorrer dos capítulos há vários diálogos por e-mail e mensagens no whatsapp, em sua maioria com o grupo de amigas, possibilitando ao leitor conhecer um pouco mais das personagens, além disso, as mensagens com as amigas oferecem mais leveza e interações divertidas, diante de uma narrativa repleta de conteúdo sensível.


Queenie passa por muitos momentos difíceis após seu término e a ideia de buscar conforto em diversos homens de diferentes índoles a coloca numa espiral de auto sabotagem por conta dos vários traumas não resolvidos que ela já possui. Porém, uma das questões que eu mais gostei de acompanhar na obra é a pauta sobre a importância de fazer terapia, assunto do qual sua família é contra.
"O sofrimento lá faz distinção de tempo?"
Além da abordagem sobre o cuidado com a saúde mental, o livro apresenta muitas outras questões pertinentes: a ausência do apoio familiar, ataque de pânico, baixa autoestima e o fato de Queenie ser uma mulher negra numa sociedade predominantemente branca, as lutas que enfrentam, a sexualização da mulher negra e como ela é tratada em relacionamentos abusivos.


Em suma, "Queenie" é uma leitura necessária, repleta de assuntos importantes e reais, senti muitas emoções a respeito da protagonista, me comovi, fiquei brava, mas me aprofundando em sua história cada vez mais fui compreendendo suas dores e atitudes. Amei acompanhar sua jornada e ser presenteada com seu crescimento depois de tantas lutas, principalmente, consigo mesma. A Queenie é mesmo uma rainha!

A história de Anne Frank - Coleção Inspirando Novos Leitores

Título: A História de Anne Frank
Autora: Emma Carlson Berne
Tradutor: Cláudia Mello Belhassof
Páginas: 64
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 8 anos.
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Sinopse: Anne Frank era uma jovem judia que viveu durante a Segunda Guerra Mundial, quando pessoas como ela foram perseguidas pelo simples fato de seguirem a religião judaica. Para tentar sobreviver, ela e sua família foram obrigadas a se refugiar em um esconderijo que ficava dentro do prédio em que o pai de Anne trabalhava.

Enquanto os anos se passavam, a garota compartilhava medos, sentimentos e, principalmente, a esperança de um mundo melhor em seu diário, que acabou sendo editado e transformado em livro, lançado em mais de setenta idiomas. Com a força de suas palavras, Anne emocionou o mundo e virou um símbolo de coragem e resistência ao Holocausto e aos horrores praticados durante a guerra.
Recentemente a Editora Astral Cultural lançou uma edição sobre a história de Anne Frank para inspirar novos leitores que ainda não a conhecem e não sabem o que aconteceu com os judeus no período do Holocausto.


A autora apresenta de forma resumida a vida de Anne, do nascimento à sua morte, todos os momentos que marcaram a sua trajetória se refugiando no anexo secreto, as datas relacionadas a Segunda Guerra Mundial e parte do que ocorreu nos centros de concentração.

O livro possui uma escrita fluida e de fácil explicação, é todo ilustrado, inclui "mitos e verdades" que esclarecem fatos que sugerem dúvidas em relação ao tema, além de oferecer em cada novo capítulo um questionamento sobre os fatos apresentados e os dias atuais para conduzir quem lê a uma reflexão sobre o que é importante ou como agiria em tal situação. Achei muito interessante a autora trazer essas indagações para que o leitor possa se conectar mais com a história da Anne, pensar e até mesmo trabalhar sua empatia. Além de tudo, no final de cada capítulo contém uma linha do tempo dos fatos ocorridos para tornar a leitura ainda mais compreensível de assimilar e, no fim da obra existe também um teste com algumas perguntas para responder.


Em suma, é um exemplar perfeito para as crianças conhecerem uma história tão dolorosa, emocionante mas que ainda assim, nos apresenta uma menina repleta de sonhos e esperança em meio a tantas vidas ceifadas pela intolerância e o preconceito.


Se você ficou interessado, eu indico muito a leitura, qualquer pessoa pode e deve ler esse livro e se inspirar em Anne Frank, ela foi a luz em meio ao caos e, às vezes, precisamos enxergar uma história de vida assim para sermos mais empáticos e agradecer mais.

Resenha: O Homem de Palha

Título: O Homem de Palha
Autor: Pablo Zorzi
Páginas: 368
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
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Sinopse: Riacho do Alce, Alasca.

Dezembro de 1993.

Em uma gélida madrugada de Natal, o atropelamento de uma jovem desaparecida há dez anos é apenas o início de uma sequência de crimes brutais. Nos dias que se seguiram, mulheres grávidas começam a desaparecer sem deixar vestígios, com seus corpos sempre sendo encontrados empalhados e posicionados em cenas teatrais montadas por um psicopata cruel, que todos passam a chamar de O Homem de Palha.

Nesse cenário de conflito e tensão, caberá aos oficiais Gustavo Prado, um investigador local, e Allegra Green, a parceira que veio do sul do país, desvendar o mistério e encontrar o assassino que está espalhando terror por toda aquela região do Alasca.

A trama é construída a partir do momento em que uma jovem desaparecida a 10 anos é encontrada atr0pelada numa rodovia, em Riacho do Alce, 1993.

Como consequência, mulheres grávidas começam a desaparecer na cidade e, quando a polícia as encontra, de imediato, é identificado que seus corpos estão empalhados e posicionados em cenas teatrais produzidas por um psic0pata, que todos passam a temer e chamar de O Homem de Palha.

Compete aos oficiais Gustavo Prado e Allegra Green, resolver o mistério que assoma toda a região do Alasca.


Esse foi meu primeiro contato com a escrita de Pablo Zorzi e me surpreendeu muito. Que thriller nacional bem desenvolvido, perturbador e impactante. É uma leitura de tirar o fôlego, sem dúvidas.

A história possui capítulos curtos, a narrativa é fluida e alterna entre os investigadores e o assassin0. Além dos acontecimentos atuais, iremos conhecer mais sobre o oficial Gustavo Prado, um brasileiro vivendo no Alasca e que possui alguns traumas vivenciados no passado. Em paralelo, podemos explorar a mente do psic0pata, suas motivações para cometer essas atrocidades e tentar obter mais informações para a resolução desses crim3s. Essa junção das duas narrativas provoca no leitor a necessidade de prosseguir na leitura e criar teorias junto com a investigação.


Gostei muito da ambientação no Alasca, o clima frio representou um ar sombrio e fúnebre para os eventos ocorridos. Os cr1mes são bem descritivos e pesados, possibilitando imaginar todos os detalhes. Sugiro que se atente ao conteúdo sensível antes de iniciar a leitura.

Não posso deixar de mencionar a edição do livro, a capa está muito bonita, amei a textura meio áspera fazendo jus a palha. A diagramação está impecável e as páginas contém alguns detalhes ilustrados e em outra cor.


O homem de Palha é um thriller psicológico muito envolvente, chocante e instigante, digno de uma boa adaptação na Netflix. Se você gosta de histórias investigativas e criar teorias, esse livro vai te arrebatar logo nas primeiras páginas.

Resenha: Paixão

Título: Paixão
Autora: Tracy Wolff
Tradutor: Ivar Panazzolo Junior
Páginas: 608
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
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Sinopse: "Tudo parece estranho ― especialmente eu mesma. Voltei para a Academia Katmere, mas vivo assombrada por fragmentos de dias dos quais não me lembro de viver ou lutando para entender quem, ou o quê, eu realmente sou. Assim que começo a me sentir segura outra vez, Hudson retorna com sede de vingança. Ele insiste que há segredos sobre os quais não sei, ameaçando me separar de Jaxon para sempre. Mas há inimigos bem piores batendo à nossa porta.

O Círculo está imerso numa disputa pelo poder; a Corte dos Vampiros está tentando me arrancar do meu mundo e me levar para o deles. A única coisa na qual Hudson e Jaxon concordam é que sair de Katmere seria a morte certa para mim. E eu não estou lutando somente pela minha vida. Agora, a vida de todo mundo está em jogo ― a menos que possamos derrotar um mal desconhecido. Tudo o que sei é que salvar as pessoas que amo vai exigir sacrifícios. Talvez mais do que eu seja capaz de fazer."Paixão é o segundo volume da Série Crave, dando continuidade nos acontecimentos finais do primeiro livro, Desejo. E já de início, a autora nos oferece algumas respostas do que aconteceu com a protagonista.
Como eu já havia comentado na resenha sobre Desejo, o casal Grace e Jaxon não me impressionou, para mim os dois não funcionam juntos, além de, achar um tanto exagerada a obsessão dela por ele e de como o vampiro quer tomar todas as decisões por ela. Porém, em Paixão, fiquei surpresa que Grace, apesar de continuar sendo uma protagonista chata, irritante e imatura, finalmente começa a se impor mais e tomar as rédeas de sua própria vida. E isso faz muita diferença para o desenvolvimento da personagem, aos poucos ela está evoluindo, fazendo suas próprias escolhas, se descobrindo e percebendo o quão forte é.


Nessa trama, o vilão apontado no livro anterior terá mais destaque, ainda que, indiretamente, entretanto, o leitor já consegue ter uma visão maior sobre seu ponto de vista em relação aos acontecimentos na Academia Katmere e até mesmo sobre quem ele realmente é. E diferentemente do que foi entregue antes, é possível que nesse volume os leitores se deixem cativar pelo vilão e torçam por ele mais do que pelos outros personagens.
"Nunca vou fazer você escolher, Grace. Como eu poderia fazer isso? Sei
que você jamais me escolheria."

Gostei dos novos personagens que foram apresentados e de como eles se uniram a Grace para ajudá-la no que fosse preciso para vencer o mau e nas cenas de ação de tirar o fôlego. Em contrapartida, eu detestei a enrolação da trama, momentos desnecessários, capítulos focados em um único acontecimento, tornando a leitura um pouco cansativa. Mas já percebi que essa é a forma de escrita da autora e apesar disso, a leitura continua instigando e sendo fluida, a necessidade de saber o que irá acontecer é maior e, por sorte, a reta final sempre apresenta reviravoltas.
"Às vezes, a vida nos dá mais do que uma nova mão de cartas para jogar; ela nos dá um baralho inteiramente novo e talvez até mesmo um jogo totalmente novo."
Em suma, Paixão foi um misto de sentimentos para o leitor, revelações, algumas reviravoltas, ação, furos e ainda assim, expectativas para continuar essa história.

Resenha: A Garota No Espelho

Título: A Garota No Espelho
Autora: Rose Carlyle
Tradutora: Marcia Blasques
Páginas: 304
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
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Sinopse: As irmãs gêmeas Íris e Summer são idênticas, mas, além do que a aparência pode revelar, há uma estranha escuridão que as diferencia. Insegura e cínica, Íris nutre uma doentia inveja da sorte aparentemente interminável de Summer, incluindo seu marido perfeito, Adam.

Íris deseja ter uma vida como a da irmã – ou, por que não, ter a própria vida da irmã. Mas até onde Íris seria capaz de ir para ter o que sempre sonhou, ainda mais quando há a fortuna de seu falecido pai em jogo?

Em um thriller em que as aparências enganam, confundem e despertam o pior de cada indivíduo, A garota no espelho conta com uma trama intricada, cheia de reviravoltas, em que nada – nem ninguém – é o que parece ser.
Íris e Summer são irmãs gêmeas idênticas e espelhadas, ou seja, significa que elas são reflexos exatos uma da outra e, no caso de Íris, com os órgãos invertidos. Porém, mesmo que elas tenham a aparência igual, suas personalidades são muito diferentes. Enquanto Summer sempre foi a perfeitinha para todos, Íris carrega uma escuridão estranha consigo, uma inveja doentia pela vida que a irmã tem.

Quando o pai m0rre e deixa um testamento informando que não dividirá a fortuna entre a família, mas somente para o filho que casar e tiver o primogênito a herança será disponibilizada. Começa então, o jogo pela disputa do dinheiro, será até onde alguém pode ir para conseguir o que deseja?


O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Íris, por esse motivo, é possível acompanhar seus pensamentos e sentimentos com muita exatidão, toda a inveja em relação a irmã ela não só deseja ter tudo que Summer possui, mas ser a própria Summer – é perturbador estar dentro de sua mente.

Entre passagens de tempo mais lentas, no dia a dia em uma viagem em alto mar, navegando pelo iate Betsabea, as duas irmãs ficam mais próximas, dividindo momentos pessoais e intercalando as horas de velejar, mas quando Íris acorda de um descanso e descobre que Summer sumiu é que o leitor irá questionar sua sanidade sobre como resolver esse infortúnio e, ter mais chances de conseguir todo o dinheiro.


Gostei muito da ambientação da história, apresentada de dentro de um iate e de todas as descrições que a autora apontou sobre navegação, além de, capítulos fluidos com pequenos plots nos deixando imersos e envolvidos na trama.

A Garota No Espelho é um thriller psicológico repleto de reviravoltas e com um final cheio de artimanhas, sem dúvida, deixará você cheio de teorias até que o desfecho seja revelado.

Resenha: Desejo

Título: Desejo: Dê uma mordida
Autora: Tracy Wolff
Tradutor: Ivar Panazzolo Junior
Páginas: 496
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
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Sinopse: Meu mundo mudou por completo quando entrei na Academia Katmere. Este lugar e os alunos que estudam aqui são muito estranhos. Aqui estou eu, uma simples mortal entre deuses... ou monstros. Ainda não consigo decidir a qual dessas facções em guerra eu pertenço, ou mesmo se pertenço a alguma delas. Tudo que sei é que a única coisa que os une é o ódio que sentem por mim. E há também Jaxon. Um vampiro com segredos mortais que não sente nada há cem anos. Mas há algo nele que me atrai, algo que se quebrou e que, de algum modo, se encaixa no que se quebrou em mim. E isso pode trazer a morte para todos nós. Há uma razão para Jaxon ter erguido muralhas ao redor de si mesmo. Agora, alguém quer acordar um monstro adormecido, e eu fico me perguntando se fui trazida aqui intencionalmente, como isca.

Após a morte dos pais, a vida de Grace muda completamente quando ela deixa a Califórnia para morar no Alasca e estudar na Academia Katmere. Só não imagina ser a única mortal entre tantos seres sobrenaturais.

Os estudantes da academia não são nada receptivos e se unem para odiar a nova aluna. E há também Jaxon, um vampiro sombrio e misterioso, cheio de segredos mortais que atrai Grace como nenhum outro garoto foi capaz.


Quando iniciei a leitura de Desejo eu já esperava a típica história da garota ingênua que não percebe tudo que está acontecendo a sua volta e fica obcecada por um garoto vampiro.

Isso te lembra  outra obra? Sim! Crepúsculo! A trama oferece muitas referências do aclamado, assim como também de The Vampire Diaries, Legacies e The Originals. É uma fusão de todas essas séries, o que é bem legal, temos aqui a cultura pop presente.
"Monstros não existem. Apenas pessoas que fazem coisas monstruosas."
A história é narrada em primeira pessoa, pela protagonista Grace, eu até entendo algumas das suas atitudes, a garota está confusa com todas essas mudanças súbitas, caiu de paraquedas numa academia onde todo mundo a odeia, ninguém conta o que está acontecendo, tudo é estranho e novo. Entretanto, a personagem é determinada, curiosa e um pouco irritante quando se trata de Jaxon Vega. A obsessão pelo vampiro me irritou em alguns momentos, mas entendo que é um clichê adolescente.


O livro não tem grandes acontecimentos no início, porém, a leitura é fluida e te instiga a continuar. O enredo é interessante, com muitas criaturas místicas, mas em primeiro momento nenhum me impressionou, acredito que no segundo volume será melhor explorado.

O romance principal não me cativou, como diria a pensadora Isabela Boscov: "achei tão bobo, tão sem graça, tão batido na verdade."

Em contrapartida, o final me surpreendeu, com um ritmo bem acelerado, cheio de reviravoltas que eu não esperava, além de capítulos extras narrados do ponto de vista de Jaxon.


Eu diria que "Desejo" é o ponto de partida da série, apresenta a obra em si. No segundo volume é que terá mais desenvolvimento e ação.

Apesar das ressalvas eu adorei a leitura, clichê adolescente de vampiro é minha vibe, se for a sua, irá gostar também!
Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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