Título: Queenie
Autora: Candice Carty-Williams
Tradutor: Carolina Cândido
Páginas: 463
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!
Onde comprar: AmazonSinopse: Aos 25 anos, Queenie Jenkins, uma jovem jamaicana-britânica, é a única mulher negra trabalhando em um grande jornal de Londres. Ao ver sua vida virar de cabeça para baixo após o fim de seu relacionamento de três anos com um homem branco, ela busca conforto em todos os lugares possíveis, incluindo vários homens. Tentando recuperar a já precária autoestima, ela se envolverá em uma série de relações problemáticas que a fazem pensar sobre as experiências traumáticas que viveu na infância. Entre comparações com suas amigas, tentativas de estabelecer sua identidade e lutas para enfrentar seus demônios, Queenie nos guia por uma aventura com tenacidade e humor incomparáveis, a fim de provar que a vida da mulher negra é tão importante quanto as outras.
Queenie Jenkins é uma jovem jamaicana de 25 anos, a única mulher negra trabalhando em um jornal de Londres. Quando seu namorado branco pede um tempo no relacionamento de três anos, sua vida desmorona completamente.
Sem autoconfiança e autoestima, Queenie decide usar um app de namoro para conhecer novos homens e buscar certo conforto, mas o problema é que ela vai passar por diversas relações problemáticas, despertando vários gatilhos do passado, além de se encrencar em algumas situações.
"Todas sabemos como é ter o coração partido. Só temos que aprender a conviver com isso."
Com uma leitura fluida, o livro é narrado pela protagonista e no decorrer dos capítulos há vários diálogos por e-mail e mensagens no whatsapp, em sua maioria com o grupo de amigas, possibilitando ao leitor conhecer um pouco mais das personagens, além disso, as mensagens com as amigas oferecem mais leveza e interações divertidas, diante de uma narrativa repleta de conteúdo sensível.
Queenie passa por muitos momentos difíceis após seu término e a ideia de buscar conforto em diversos homens de diferentes índoles a coloca numa espiral de auto sabotagem por conta dos vários traumas não resolvidos que ela já possui. Porém, uma das questões que eu mais gostei de acompanhar na obra é a pauta sobre a importância de fazer terapia, assunto do qual sua família é contra.
"O sofrimento lá faz distinção de tempo?"
Além da abordagem sobre o cuidado com a saúde mental, o livro apresenta muitas outras questões pertinentes: a ausência do apoio familiar, ataque de pânico, baixa autoestima e o fato de Queenie ser uma mulher negra numa sociedade predominantemente branca, as lutas que enfrentam, a sexualização da mulher negra e como ela é tratada em relacionamentos abusivos.
Em suma, "Queenie" é uma leitura necessária, repleta de assuntos importantes e reais, senti muitas emoções a respeito da protagonista, me comovi, fiquei brava, mas me aprofundando em sua história cada vez mais fui compreendendo suas dores e atitudes. Amei acompanhar sua jornada e ser presenteada com seu crescimento depois de tantas lutas, principalmente, consigo mesma. A Queenie é mesmo uma rainha!




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