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Resenha: O Auto da Maga Josefa

Título: O Auto da Maga Josefa
Autora: Paola Siviero
Ilustrador: Vito Quintans
Páginas: 224
Editora: Gutenberg
Classificação: Não recomendado para menores de 13 anos.
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Sinopse: São muitas as criaturas sobrenaturais que assombram o sertão: demônios, múmias, vampiros e chupa-cabras. E, ultimamente, para Toninho, um reconhecido caçador de demônios, herdeiro de uma linhagem antiga de outros caçadores, trabalho não falta.

Seu ofício, entre tantas outras especialidades, é viajar no lombo de sua mula encantada, Véia, levando sua peixeira mágica e caçando cada um desses seres onde quer que eles estejam trazendo confusão. Em uma dessas aventuras, Toninho conhece uma misteriosa mulher que acaba se tornando sua companheira de caçadas: Josefa é maga e, portanto, filha do sete-pele. Por isso, sua alma está condenada a ir para o inferno. Mas tal origem não a impede de tentar expurgar o mal da Terra.

Em capítulos episódicos e divertidos, vamos acompanhar Toninho e Josefa nas investigações de estranhos acontecimentos que acometem cidades do interior nordestino. Enquanto a dupla enfrenta maldições e criaturas de maneiras um tanto inusitadas, informações sobre o passado dos dois vêm à tona, ora abalando, ora fortalecendo essa amizade.

Com uma escrita criativa e dinâmica, Paola Siviero nos leva para os mais surpreendentes caminhos, na companhia de uma dupla de heróis inesquecível.
Quando eu li por alto sobre uma fantasia nacional se passando no sertão e agreste nordestino já achei a ideia genial. No entanto, após ler a obra e descobrir que a autora é mineira fiquei ainda mais impressionada pela execução e desafio desse trabalho. Simplesmente excepcional o cuidado e a dedicação que a Paola Siviero teve através de pesquisas e estudos sobre a cultura, ambientação, trejeitos e tudo relacionado ao Nordeste na década de 1960. Fui cativada por essa história desde as primeiras páginas!


Através de capítulos episódicos, onde em cada início somos presenteados com uma música de figuras nordestinas vamos conhecer Toninho, um caçador de demôni0s e outras criaturas, que está sempre em viagem no lombo de sua mula encantada, Véia. Em uma dessas viagens, ele conhece Josefa, uma maga que é filha do diab0, e que, para a surpresa de Toninho acaba se tornando sua companheira de caçadas.

Toninho e Josefa passam a investigar juntos diversos acontecimentos pelo interior nordestino, apresentando um cenário de luta e pobreza pelo sertão, mas também nos mostrando que apesar das adversidades, existe muita cultura para ser apreciada por todas essas regiões, com música, culinária, religião e um povo muito alegre.

Amei o desenvolvimento dos personagens e a dinâmica entre eles, oferecendo muitos diálogos inteligentes e reflexivos. Toninho é um cabra engraçado, um pouco ingênuo, com um coração generoso e desde menino é caçador de seres sobrenaturais. Josefa tem a personalidade forte, é perspicaz e tinha tudo para ser uma maga bem má, já que é filha do coisa ruim, mas não é, quando se junta a Toninho acaba livrando muitas criaturas de um fim iminente.
“Eu sou pansexual e não me envergonho disso. – Vendo a confusão que certamente estava estampada na cara dele, complementou com mais suavidade: - Depois te entrego um panfleto do futuro sobre o assunto se quiser entender melhor.
Toninho demorou alguns segundos para recuperar a fala.
- Pan o quê?
- Panfleto.”
Acompanhar as investigações de Toninho e Josefa foi muito divertido, os dois se complementam e formam uma dupla irresistível.

Não posso deixar de mencionar a representatividade Pan que foi brevemente citada, mas que trouxe ainda mais força e representação para a obra. Outro aspecto muito relevante são as belíssimas ilustrações no estilo cordel que percorrem as páginas do livro e que retratam muito bem muitos dos momentos vividos pelos personagens na história.

"O Auto da Maga Josefa" é uma viagem espetacular pela cultura nordestina, retratando de forma impecável a ambientação da época aos personagens descritos. Além disso, é um livro repleto de aventuras, humor e mistério. Nos diverte e agrega muito conhecimento sobre as riquezas que o Nordeste possui.

Resenha: A Cidade dos Fantasmas #1

Título: A cidade dos fantasmas #1
Autora: Victoria Schwab
Tradutora: Marcella Filizola
Páginas: 224
Editora: Galera
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
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Sinopse: Em A cidade dos fantasmas, uma fantasia young adult de Victoria Schwab, conheça a história de Cassidy Blake. Seus pais são os conhecidos Espectores, uma famosa dupla de caça-fantasmas. No entanto, em segredo, quem realmente consegue ver – e se comunicar – com os espíritos é a própria Cass.

Cassidy Blake vive uma rotina simples e tranquila com seus pais no subúrbio. Sua vida é perfeitamente normal – exceto pelo fato de ela conseguir se mover, através do Véu, entre o mundo dos vivos e o do mortos e por ter como melhor amigo Jacob, um fantasma.

Quando seus pais são convidados por uma emissora de televisão para apresentar um programa sobre os lugares mais assustadores do mundo, seu cotidiano vira de cabeça para baixo. Em pouco tempo, estão todos – Cassidy, seus pais, seu melhor amigo fantasma e Ceifador, seu gato – em direção à superassombrada Edimburgo, na Escócia, a primeira parada do roteiro do programa... e situações fora do comum começam a acontecer.

Na Escócia, Cass se vê cercada, para onde quer que olhe, por fantasmas de todos os tipos, e, é claro, nem todos são gentis e amigáveis. Em meio às incertezas sobre como deve usar seu dom, Cassidy e Jacob se deparam com a Rapina Rubra, um espírito maligno e lendário que surge a cada inverno para assombrar a população local – principalmente as crianças.

Cruzando a cidade e passando pelos pontos turísticos mais célebres da região – do cemitério Greyfriars ao bar The White Hart Inn, do Beco de Mary King ao castelo de Edimburgo –, Cassidy e Jacob conhecem a fundo as fábulas, mitos e segredos da cidade, e precisam confrontar a história sangrenta e sobrenatural da capital escocesa.

Ainda que em meio a uma empreitada de muitas reviravoltas, os poderes de Cassidy – além de sua bravura e coragem – a levarão a uma batalha épica e, para salvar a si mesma e aos que ama, ela precisará de um impulso e determinação finais, que se estendam tanto pelo enérgico mundo dos vivos quanto pelo sombrio mundo dos mortos.

Você acredita em fantasmas?

A Cassidy não só acredita, como seu melhor amigo é um fantasma!

Jacob aparece antes que sua vida seja ceifada completamente devido a um terrível acidente. E após salvá-la, Cass assume uma nova habilidade de ver e se comunicar com fantasmas. Mas até aí, tudo bem! Ela volta a seguir a rotina de uma menina que vai pra escola, adora fotografia, tudo relativamente normal, exceto, sentir a presença de espíritos onde vai, seu novo amigo não sair mais do seu lado e a sua capacidade de atravessar o Véu.


No entanto, sua vida vira de ponta cabeça quando seus pais são convidados para apresentar um programa sobre os lugares mais assustadores do mundo. Os planos de férias que Cass planeja vão por água abaixo e ela é obrigada a fazer as malas para a Escócia.

Em Edimburgo, na cidade antiga, entre castelos e cemitérios é que Cassidy se aproxima do perigo iminente, representado por uma temida lenda escocesa: a Rapina Rubra. E tudo que ela deseja somente Cass pode oferecer: sua própria vida.
"Porque, no fim das contas, o que não vemos é sempre mais assustador do que aquilo que vemos."
Eu gosto muito de livros YA e não sabia que a V.E. Schwab tinha escrito uma história com um enredo infantojuvenil, eu adorei. Não espere uma trama complexa e personagens sendo aprofundados, essa leitura tem como foco a atmosfera do ambiente e no que acontece com a personagem principal. É uma narrativa simples mas bem construída, não tem uma linguagem infantil, é fluida e rica em detalhes, combinando curiosidade e mistério.

Gostei muito da jornada de Cass e Jacob, da amizade entre eles e de como essa fantasia foi bem explorada, finalizei o livro conhecendo um pouco mais sobre Edimburgo e suas lendas.

No segundo volume, Cass viverá novas aventuras e sua próxima parada será na Cidade da Luz, França, afinal, os pais vão continuar apresentando os lugares mais assustadores do mundo.

Resenha: Luzes do Norte

Título: Luzes do Norte
Autora: Giulianna Domingues
Páginas: 280
Editora: Galera Record
Classificação: Não recomendado para menores de 13 anos.
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Sinopse: Luzes do Norte é o livro de estreia de Giulianna Domingues, uma aventura intensa e cheia de reviravoltas, com uma protagonista que se recusa a jogar pelas regras dos outros. Entre ursos assustadores, florestas nevadas, mistérios e intrigas, Dimitria tem uma única missão: proteger Aurora van Vintermer. Custe o que custar.

Dimitria Coromandel é uma caçadora excepcional, a melhor da região, e, após a morte dos seus pais, se tornou a base para o sustento de sua pequena família. Para ela, o peso da responsabilidade e a necessidade de conseguir dinheiro são os impulsos de sua movimentada rotina, e, no inclemente inverno de Nurensalem, ela precisa caçar durante o dia se quiser trazer comida para a casa à noite. No entanto, quando fisga a atenção de Bóris van Vintermer, patriarca da família mais rica do local, sua realidade começa aos poucos a se transformar.

Requisitada para desempenhar funções de chefe da guarda de Aurora, primogênita da abastada família Van Vintermer, Dimitria tem seu dia a dia significativamente alterado: agora, ela precisa acompanhar Aurora em suas obrigações e, acima de tudo, protegê-la de todo e qualquer contratempo. Seria perfeito: atribuições simples em troca de um farto pagamento.

A novidade cai como uma luva também para Gui, seu irmão e apaixonado em segredo por Aurora desde a mais tenra infância. Para ele, o estreito contato entre elas pode representar uma chance de ser notado pela herdeira e, talvez, uma oportunidade de conquistar seu coração.

Mas à medida que o tempo passa, a proximidade entre Dimitria e Aurora dá origem a algo maior, mais profundo... e arrebatador. Dividida entre preservar seu novo e bem-remunerado emprego, permitir que uma possível e arriscada relação se desenvolva, agir como cupido para o irmão e ir em busca de um monstro assassino de crianças à espreita nas redondezas sombrias de Nurensalem, Dimitria precisará fazer uma escolha.

Ainda que, para isso, coloque em risco a vida de quem ela mais ama.
O que eu mais amei em Luzes do Norte:

O casal sáfico fofo;
Os nomes das personagens;
A ambientação de Nurensalem;
A representatividade;
As luzes do Norte.


Nessa história iremos conhecer Dimitria Coromandel e seu irmão mais novo, Igor. Órfãos, os dois vivem do sustento de Demi, que é a melhor caçadora da região. Com o inverno de Nurensalem se aproximando, a garota está aceitando qualquer serviço para que não falte comida em casa.

Quando Bóris van Vintermer, o patriarca da família mais rica do local, requisita seu trabalho, não para caçar, mas para desempenhar funções de chefe da guarda de sua filha mais velha, Aurora Van Vintermer, sua realidade aos poucos vai se transformar. A rotina já não é a mesma, os dias de Dimitria se resumem em acompanhar e proteger a princesa de qualquer infortúnio que possa surgir.

A nova ocupação de Demi desperta uma grande euforia no irmão, mas não é somente pelo farto pagamento, Gui esconde uma paixão por Aurora desde a infância e com a irmã mais próxima, sua chance de ser notado por ela e, quem sabe, conquistar seu coração cresce ainda mais.

Mas desde que Demi e Aurora dividem seu tempo juntas e vão se conhecendo, um sentimento novo vai se intensificando entre elas e a caçadora vai ter que fazer difíceis escolhas.

Narrado em terceira pessoa e com uma escrita fluida, "Luzes do Norte" nos apresenta duas protagonistas marcantes, com vidas bem distintas mas que devido as circunstâncias irão se aproximar e descobrir que tem algumas particularidades em comum.


Eu amei o desenvolvimento do romance, me senti lendo um conto de fadas entre uma caçadora e uma princesa em meio as luzes da aurora boreal. A representatividade bissexual presente na trama fez toda a mágica acontecer, principalmente, por todo o enredo tratar com naturalidade duas mulheres se relacionarem no universo de Nurensalem.
"Embora o coração não tenha sempre o que quer, por vezes a vida consegue entregar exatamente o que ele precisa."
Os elementos fantásticos mesclados com o mistério existente na narrativa foram construídos na medida certa, acredito que a ausência de alguns aprofundamentos sobre personagens e a Romândia em si, é apenas um convite da autora para um segundo volume da história. Quero mais!


Outra coisa legal, no final do livro, ainda somos presenteados com um conto, revelando um pouco mais da infância de Dimitria antes da perda de seus pais. Achei muito bom!
"É curioso, as coisas que a gente lembra. É como se as pessoas que amamos sobrevivessem em pedaços de uma colcha de retalhos, pequenas fatias de coisas que mantemos em nosso coração."
Não posso deixar de comentar sobre a edição do livro, a capa ilustrada é linda demais e brilha no escuro, além de uma diagramação confortável, embora exista alguns erros, e com uma ilustração no início de cada capítulo.

Se você busca por uma leitura despretensiosa mas repleta de aventuras, um plot inesperado e instigante, vai adorar essa fantasia nacional.

Resenha: Paixão

Título: Paixão
Autora: Tracy Wolff
Tradutor: Ivar Panazzolo Junior
Páginas: 608
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
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Sinopse: "Tudo parece estranho ― especialmente eu mesma. Voltei para a Academia Katmere, mas vivo assombrada por fragmentos de dias dos quais não me lembro de viver ou lutando para entender quem, ou o quê, eu realmente sou. Assim que começo a me sentir segura outra vez, Hudson retorna com sede de vingança. Ele insiste que há segredos sobre os quais não sei, ameaçando me separar de Jaxon para sempre. Mas há inimigos bem piores batendo à nossa porta.

O Círculo está imerso numa disputa pelo poder; a Corte dos Vampiros está tentando me arrancar do meu mundo e me levar para o deles. A única coisa na qual Hudson e Jaxon concordam é que sair de Katmere seria a morte certa para mim. E eu não estou lutando somente pela minha vida. Agora, a vida de todo mundo está em jogo ― a menos que possamos derrotar um mal desconhecido. Tudo o que sei é que salvar as pessoas que amo vai exigir sacrifícios. Talvez mais do que eu seja capaz de fazer."Paixão é o segundo volume da Série Crave, dando continuidade nos acontecimentos finais do primeiro livro, Desejo. E já de início, a autora nos oferece algumas respostas do que aconteceu com a protagonista.
Como eu já havia comentado na resenha sobre Desejo, o casal Grace e Jaxon não me impressionou, para mim os dois não funcionam juntos, além de, achar um tanto exagerada a obsessão dela por ele e de como o vampiro quer tomar todas as decisões por ela. Porém, em Paixão, fiquei surpresa que Grace, apesar de continuar sendo uma protagonista chata, irritante e imatura, finalmente começa a se impor mais e tomar as rédeas de sua própria vida. E isso faz muita diferença para o desenvolvimento da personagem, aos poucos ela está evoluindo, fazendo suas próprias escolhas, se descobrindo e percebendo o quão forte é.


Nessa trama, o vilão apontado no livro anterior terá mais destaque, ainda que, indiretamente, entretanto, o leitor já consegue ter uma visão maior sobre seu ponto de vista em relação aos acontecimentos na Academia Katmere e até mesmo sobre quem ele realmente é. E diferentemente do que foi entregue antes, é possível que nesse volume os leitores se deixem cativar pelo vilão e torçam por ele mais do que pelos outros personagens.
"Nunca vou fazer você escolher, Grace. Como eu poderia fazer isso? Sei
que você jamais me escolheria."

Gostei dos novos personagens que foram apresentados e de como eles se uniram a Grace para ajudá-la no que fosse preciso para vencer o mau e nas cenas de ação de tirar o fôlego. Em contrapartida, eu detestei a enrolação da trama, momentos desnecessários, capítulos focados em um único acontecimento, tornando a leitura um pouco cansativa. Mas já percebi que essa é a forma de escrita da autora e apesar disso, a leitura continua instigando e sendo fluida, a necessidade de saber o que irá acontecer é maior e, por sorte, a reta final sempre apresenta reviravoltas.
"Às vezes, a vida nos dá mais do que uma nova mão de cartas para jogar; ela nos dá um baralho inteiramente novo e talvez até mesmo um jogo totalmente novo."
Em suma, Paixão foi um misto de sentimentos para o leitor, revelações, algumas reviravoltas, ação, furos e ainda assim, expectativas para continuar essa história.

Resenha: Desejo

Título: Desejo: Dê uma mordida
Autora: Tracy Wolff
Tradutor: Ivar Panazzolo Junior
Páginas: 496
Editora: Astral Cultural
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
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Sinopse: Meu mundo mudou por completo quando entrei na Academia Katmere. Este lugar e os alunos que estudam aqui são muito estranhos. Aqui estou eu, uma simples mortal entre deuses... ou monstros. Ainda não consigo decidir a qual dessas facções em guerra eu pertenço, ou mesmo se pertenço a alguma delas. Tudo que sei é que a única coisa que os une é o ódio que sentem por mim. E há também Jaxon. Um vampiro com segredos mortais que não sente nada há cem anos. Mas há algo nele que me atrai, algo que se quebrou e que, de algum modo, se encaixa no que se quebrou em mim. E isso pode trazer a morte para todos nós. Há uma razão para Jaxon ter erguido muralhas ao redor de si mesmo. Agora, alguém quer acordar um monstro adormecido, e eu fico me perguntando se fui trazida aqui intencionalmente, como isca.

Após a morte dos pais, a vida de Grace muda completamente quando ela deixa a Califórnia para morar no Alasca e estudar na Academia Katmere. Só não imagina ser a única mortal entre tantos seres sobrenaturais.

Os estudantes da academia não são nada receptivos e se unem para odiar a nova aluna. E há também Jaxon, um vampiro sombrio e misterioso, cheio de segredos mortais que atrai Grace como nenhum outro garoto foi capaz.


Quando iniciei a leitura de Desejo eu já esperava a típica história da garota ingênua que não percebe tudo que está acontecendo a sua volta e fica obcecada por um garoto vampiro.

Isso te lembra  outra obra? Sim! Crepúsculo! A trama oferece muitas referências do aclamado, assim como também de The Vampire Diaries, Legacies e The Originals. É uma fusão de todas essas séries, o que é bem legal, temos aqui a cultura pop presente.
"Monstros não existem. Apenas pessoas que fazem coisas monstruosas."
A história é narrada em primeira pessoa, pela protagonista Grace, eu até entendo algumas das suas atitudes, a garota está confusa com todas essas mudanças súbitas, caiu de paraquedas numa academia onde todo mundo a odeia, ninguém conta o que está acontecendo, tudo é estranho e novo. Entretanto, a personagem é determinada, curiosa e um pouco irritante quando se trata de Jaxon Vega. A obsessão pelo vampiro me irritou em alguns momentos, mas entendo que é um clichê adolescente.


O livro não tem grandes acontecimentos no início, porém, a leitura é fluida e te instiga a continuar. O enredo é interessante, com muitas criaturas místicas, mas em primeiro momento nenhum me impressionou, acredito que no segundo volume será melhor explorado.

O romance principal não me cativou, como diria a pensadora Isabela Boscov: "achei tão bobo, tão sem graça, tão batido na verdade."

Em contrapartida, o final me surpreendeu, com um ritmo bem acelerado, cheio de reviravoltas que eu não esperava, além de capítulos extras narrados do ponto de vista de Jaxon.


Eu diria que "Desejo" é o ponto de partida da série, apresenta a obra em si. No segundo volume é que terá mais desenvolvimento e ação.

Apesar das ressalvas eu adorei a leitura, clichê adolescente de vampiro é minha vibe, se for a sua, irá gostar também!

Resenha: A Herdeira: Crônicas dos Descendentes #1

Título: A Herdeira: Crônicas dos Descendentes #1
Autora: Bea B. Pereira
Páginas: 376
Editora: UICLAP
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
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Onde comprar: Amazon, Kindle Unlimited

Sinopse: Jade Montnegro é filha da realeza pirata, e quando ambos são mortos na sua frente, vê sua vida ter uma enorme reviravolta. Adotada por um almirante da marinha real, ela cresce para novamente ver sua vida mudar quando, em um baile em que conheceria seus pretendentes, acaba por ser sequestrada por um jovem pirata, que está atrás de uma relíquia da família Montnegro. Ele quer seu colar, que faz parte de uma antiga lenda. Porém, pode-se descobrir que as lendas, embora reais, ganham e perdem detalhes importantes pelas gerações e assim, talvez, o destino de Jade seja muito maior do que aparentava, já que seu sangue está ligado a uma profecia tão antiga quanto o mundo.
Ela é conhecida como Jade Verga, mas carrega o sobrenome Montnegro em seu sangue, é filha de piratas muito poderosos, considerados reis, é a única descendente dos deuses dos mares. Seus pais foram Mikael e Elena Montnegro, mortos pela marinha.


Após dez anos, criada por Jacob Verga, tudo que Jade possui é um colar com pingente de chave, que usa constantemente no pescoço, a única lembrança da família Montnegro. Quando o navio é invadido por um grupo de piratas sob a liderança do Capitão Evans para roubar o colar , Evans a sequestra como garantia de que os oficiais não farão nada com eles.

O Capitão Evans comanda o navio Vingança da Rainha, ele possui a espada com as iniciais de Jade, enquanto ela o colar e a chave, objetos pertencentes aos Montnegros e com a capacidade de abrir um baú perdido, que contém um poder sobrenatural.


Com muitos vilões e criaturas sobrenaturais repletas de poderes atrás do colar da garota, toda a tripulação do navio irá enfrentar muitas lutas para se proteger. Jade terá sonhos pertinentes com elementos mágicos, com dicas de como chegar ao baú e como enfrentar Layla, a maior e mais forte fiel das servas do Nefasto.

A narrativa segue pelo ponto de vista de Jade, explorando seu dia a dia no navio, entre seu treinamento para ficar mais forte, sua relação com os piratas, seus sentimentos confusos pelo Capitão Evans, os sonhos perturbadores com os deuses e as lutas recorrentes com muitos seres sobrenaturais que vão surgindo.
"Escuto-o sussurrar a lei do mar: não demonstrar fraqueza."
O livro tem um enredo bem desenvolvido e completo, a escrita é muito fluida, os personagens são interessantes. Para quem gosta de uma fantasia com deuses dos mares, seres míticos, sobrenaturais, magia, batalhas, piratas irá amar tanto quanto eu.

Resenha: Maresi, As Crônicas da Abadia Vermelha #1

Título: Maresi, As Crônicas da Abadia Vermelha #1
Autora: Maria Turtschaninoff
Tradutora: Lilia Loman, Pasi Loman
Páginas: 200
Editora: Morro Branco
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
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Sinopse: Uma história sobre amizade e sobrevivência, magia e encantamento, beleza e terror.

Maresi chegou à Abadia Vermelha quando tinha 13 anos, durante o Inverno da Fome. Antes disso, só ouvira rumores e fábulas sobre o lugar. Em um mundo onde garotas são proibidas de estudar ou seguir seus próprios sonhos, uma ilha habitada apenas por mulheres soava como uma fantasia incrível. Agora Maresi vive ali e sabe que é real. Ela está segura.

Tudo muda quando Jai, com seus cabelos emaranhados, cicatrizes e roupas sujas, chega em um navio. Ela fugia da crueldade e dos perigos escondidos em sua terra natal – mas os homens que a perseguem não vão parar por nada, até encontrá-la. Agora as mulheres e meninas da Abadia Vermelha terão que usar seus poderes e seu conhecimento ancestral para combater as forças que desejam destruí-las. E Maresi, assombrada por seus próprios pesadelos, deve confrontar seus mais profundos e terríveis medos.
Maresi, desde pequena ouvia lendas sobre a Abadia Vermelha, um refúgio próspero e mágico, habitado somente por mulheres, teoricamente seguro, situada numa ilha distante chamada de Menos. Homens só são permitidos até o píer para realizar transações comerciais.


O lugar foi levantado por um grupo chamado de as Primeiras Irmãs, que escaparam de uma terra do oriente tomada por um homem cruel e onde as mulheres não podiam estudar ou ler.

Já na Abadia, elas dispõem da liberdade de aprender e de trabalhar. E possuem sua própria religião, dominada pela Primeira Madre, entidade que tornou o solo da ilha sagrada e protegido de todos os homens.
"- Irmã O, por que falam de poder e não conhecimento?
- Porque conhecimento é poder."
A Primeira Madre pode assumir três figuras femininas diferentes: a Donzela (o início e a fertilização); alguns a veem como, a Mãe (maturidade e cuidado); e outros, como a Velha (o fim do ciclo e o conhecimento que vem com a morte). Mas ela pode ser as três juntas.

A história é apresentada pelo ponto de vista de Maresi. Ela chegou a Menos quando tinha 13 anos de idade. Agora, aos 17 anos, ela irá narrar esta história a partir da chegada da novata Jai, que chega à ilha cheia de cicatrizes pelo corpo e de traumas sofridos nas mãos do pai, que não vai desistir até encontrá-la.
"(...) Seria egoísta da minha parte ficar aqui onde estou segura, quando eu poderia fazer o bem. As pessoas em minha terra natal são governadas pela superstição e ignorância. Uma fração do que eu aprendi aqui poderia salvar as pessoas morrendo de fome e de doenças. Ela poderia mudar como mulheres e homens veem uns aos outros e a si mesmos; ela poderia abrir uma nova janela para um mundo mais amplo. (...)"
Através do relacionamento de Maresi e Jai, você irá descobrir como aquela sociedade se constituiu, como a Abadia funciona e qual o fundamento de sua religião.

A construção da narrativa é simples, mas nem por isso apresenta uma história rasa. Os personagens são bem construídos em um curto espaço de tempo. A proposta da Turtschaninoff é apresentar diferentes personagens, de diferentes idades e origens, trazendo uma história objetiva, sem perder sua delicadeza e intensidade.

Por fim, está é uma obra poderosa que irá abordar sororidade, a união das mulheres, de amizade e sobrevivência num mundo machista e prejudicial à sociedade.
Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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