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Resenha: O Exorcismo da Minha Melhor Amiga

Título: O Exorcismo da Minha Melhor Amiga
Autor: Grady Hendrix
Tradutor: Edmundo Barreiros
Páginas: 320
Editora: Intrínsica
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!
Onde comprar: Amazon

Sinopse: O diabo é páreo para a força de uma amizade?

Outono de 1988. As melhores amigas Abby e Gretchen cursam o ensino médio em uma prestigiosa escola católica, mas são meninas populares que idolatram Madonna e odeiam os pais. Quando as duas experimentam alucinógenos, Gretchen decide nadar nua no riacho, mas acaba desaparecendo a noite inteira e volta… estranha. Está carrancuda, irritadiça, cheia de espinhas e cicatrizes e usa sempre as mesmas roupas largas e feias. Não demora muito para eventos bizarros e sangrentos começarem a acontecer por onde ela passa.

Preocupada com a amiga, Abby decide investigar o que aconteceu naquela noite. Suas descobertas são aterrorizantes, e tudo indica que Abby não vai escapar ilesa se não se afastar de Gretchen. Agora, o destino das duas depende de uma única pergunta: a amizade delas é forte o bastante para derrotar o diabo?

Em uma trama eletrizante, sensível, demoníaca e com uma trilha sonora memorável, Grady Hendrix explora as dinâmicas sociais de Charleston nos anos 1980 – tão assustadoras quanto o próprio diabo – e constrói um testemunho emocionante sobre o poder da amizade. Um filme inspirado na obra está em produção, dirigido por Damon Thomas (Killing Eve e Penny Dreadful) e distribuído pelo Amazon Studios.
Abby e Gretchen se tornaram melhores amigas na infância. No ensino médio, as duas se unem a Glee e Margareth. Em um passeio entre amigas, tudo muda: após um evento traumático, Gretchen desaparece e quando volta começa a agir de maneira muito estranha. Só resta a Abby descobrir o que aconteceu, o que ela não imagina é que essa estranheza tem tudo a ver com um demônio possuindo sua amiga.

Esse livro tem uma vibe anos 80, eu sabia que iria ser uma leitura nostálgica e divertida. E foi mesmo uma delícia ver inúmeras referências culturais, começando pelos títulos de cada capítulo, ilustrados com fitas k7 e representando músicas da época, que eu tenho como referência desde nova e amo ouvir.


Abby é uma personagem que eu amei conhecer e merece destaque, ela é corajosa, uma amiga leal e faz de tudo para ajudar Gretchen a se livrar do mal que a rodeia. Uma amizade mais forte que o diabo.

A obra tem uma semelhança com a série Stranger Things por conta da atmosfera dos anos 80, porém, o autor foi muito além dos elementos e apresentou de forma breve temas que refletiam a época e que ainda são presentes nos dias atuais: machismo, preconceito...

Eu adorei como Hendrix conseguiu me transportar para cenários de filmes de terror e equilibrar uma trama que mescla cenas de horror com uma mensagem bonita de amizade. Por trás de toda história, mesmo as de exorcismo e possessão, existe dramas envolvidos. Todos os acontecimentos nos provoca diversas emoções.
"Poucas coisas são verdadeiras na vida, e nada pode resistir a elas. A verdade rasga os exércitos do inimigo com a espada da justiça."
"O Exorcismo da Minha Melhor Amiga" é uma leitura que eu já adianto: não provoca medo, mas pode te proporcionar alguns momentos nojentos (aconselho consultar o conteúdo antes de prosseguir), além disso, não é exatamente um livro de puro terror, é uma história sobre amizade e a importância de estar perto dos amigos. A narrativa tem muitas situações cômicas e a escrita é bem fluida e envolvente.

O Livro já foi adaptado e atualmente lançado pelo Prime Vídeo. Eu assisti e confesso que achei mediano, é um filme adolescente, mais leve que o livro, com mudanças, claro. Porém, é divertido, vibe sessão da tarde para os dias de Halloween.

Resenha: Jake Livingston vê gente morta

Título: Jake Livingston vê gente morta
Autor: Ryan Douglass
Tradutor: Adriana Fidalgo
Páginas: 272
Editora: Galera Record
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!
Onde comprar: Amazon

Sinopse: Jake Livingston vê gente morta. O tempo inteiro! E, agora, também é perseguido por uma delas. Mas, dessa vez, ele não sabe se conseguirá vencer. Conheça a história do médium adolescente que se tornou um best-seller instantâneo do New York Times.

Francamente, já deu pra Jake Livingston. Não bastasse ser o único aluno negro e gay da escola, ele ainda por cima vê fantasmas por toda a parte. E é lógico que não são fantasminhas camaradas: seria sorte demais, e essa já o abandonou há muito tempo. Faz parte do dia a dia de Jake se deparar constantemente com os resquícios plasmáticos e sangrentos de tragédias do passado.

As coisas pareciam estar melhorando com a chegada de um novo aluno, o bonito e simpático Allister, que desperta sensações intensas em Jake. Mas será que Jake está prestes a deixar a opinião dos outros de lado e viver seu primeiro romance? Ou melhor: será que pode se permitir viver um romance ou isso colocaria a vida do garoto que gosta em risco?

Afinal, no plano espiritual, tudo vai de mal a pior.

Sawyer Doon era um adolescente problemático e foi responsável por terríveis acontecimentos em uma escola do bairro. Agora como fantasma, se tranformou em um espírito poderoso, vingativo e obcecado pelo único médium disponível na região: Jake Livingston.

Quando o mundo dos mortos ameaça transpor a tênue linha que o separa dos vivos, caberá a Jake tomar o controle da situação e impedir que novas tragédias aconteçam.
O primeiro romance de terror YA do autor Ryan Douglas, “Jake Livingston vê gente morta” captura a dor de navegar na adolescência quando ninguém ao seu redor vê o mundo da mesma maneira que você vê.

Jake não se encaixa na sua escola preparatória da área de Atlanta por três razões: ele é negro. Ele é gay. E ele pode ver os mortos.

E dentre esses mortos, há Sawyer, um adolescente problemático que causou em uma escola do bairro. E agora, como fantasma, ele está muito obcecado no único médium disponível: o Jake, claro. Inclusive, essa obsessão me lembrou bastante o filme “Corra”, de Jordan Peele.


Há muita ação de fantasmas na obra, porém, as cenas mais horríveis não envolvem nada sobrenatural. São as semelhanças de enfrentamento de Jake e Sawyer que tornam o livro assustador: dois garotos homossexuais reprimidos por medo do preconceito e bullying, tanto dentro e fora de casa. A única coisa que os difere são os caminhos que escolheram seguir.
"Ver a escuridão tão nitidamente sempre me leva a pensar que sou o único que pode enxergá-la."
Gostei de como o autor trabalhou as questões que separam os dois personagens. Mesmo dando pinceladas nos temas, abriu espaço para uma reflexão sobre como uma infância conturbada pode influenciar na construção do caráter de uma criança para a vida adulta. Sawyer é o exemplo disso, por suas escolhas obscuras que afetaram sua vida e a de muitas pessoas ao seu redor.

O livro possui uma escrita fluida, é narrado pelo ponto de vista de Jake e através do diário de Sawyer. Fiquei satisfeita com a representatividade muito presente na obra e os temas abordados, no entanto, sinto que faltou mais desenvolvimento. Não foi uma leitura desagradável, porém, algumas questões ficaram abertas e tinha mais potencial para serem aprofundadas.

Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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