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Resenha: Vampiros Nunca Envelhecem

Título: Vampiros Nunca Envelhecem
Autores: Samira Ahmed, Dhonielle Clayton, Zoraida Córdova, Natalie C. Parker, V. E. Schwab e outros.
Tradução: Guilherme Miranda
Páginas: 266
Editora: Galera Record
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!

Onde comprar: Amazon

Sinopse: Onze histórias vampirescas inéditas contadas por algumas das mais importantes vozes da literatura jovem.

Neste livro, editado por Zoraida Córdova e Natalie C. Parker, você encontrará histórias sobre vampiros stalkers das redes sociais, vampiros rebeldes famintos por mais do que apenas sangue, vampiros ansiosos para debutar ― e para arranjar sua primeira vítima ―, vampiros que não apenas saíram de seus caixões, mas também do armário. Prepare-se para conhecer também outras criaturas ousadas, impactantes, perigosas, deliciosas, sinistras, icônicas e poderosas da noite.

Bem-vindos à evolução dos vampiros ― e a uma revolução nas páginas.

Vampiros nunca envelhecem traz histórias de autores best-sellers e aclamados, incluindo Samira Ahmed, Dhonielle Clayton, Zoraida Córdova e Natalie C. Parker, Tessa Gratton, Heidi Heilig, Julie Murphy, Mark Oshiro, Rebecca Roanhorse, Laura Ruby, Kayla Whale e V.E. Schwab, autora de A vida invisível de Addie LaRue, cujo conto será adaptado para uma série que está em produção pela Netflix.

Em “Primeira Morte”, de V. E. Schwab, a vampira Juliette está à espreita de Calliope, uma menina de seu colégio a quem ela não consegue resistir, e acaba decidindo que ela será sua primeira vítima, sem saber que Calliope é uma caçadora de seres sobrenaturais, assim como sua família inteira.

Prepare o seu pescoço!

Vampiros podem não ser reais, mas eles são eternos e habitam nossa imaginação por toda a eternidade. Eles somem, mas sempre voltam para sugar sua atenção, afinal, vampiros nunca envelhecem!
Não é surpresa para ninguém que vampiros sempre foram um sucesso nos livros e filmes a alguns anos atrás. E agora parece que eles estão marcando presença novamente, exibindo histórias com um ar mais contemporâneo e representativo, quebrando muitos padrões antigos.


Em "Vampiros Nunca Envelhecem" são apresentados uma coletânea de onze contos vampirescos escritos por diversos autores best-sellers da literatura YA, inclusive, a maravilhosa da V. E. Schwab que eu amo demais, com o conto “Primeira Morte”, também adaptado na Netflix com o mesmo título.

Cada história aborda temas variados sobre os vampiros - da transformação até um guia para ser um deles - porém, de uma forma inédita. Esta antologia trás MUITA representatividade LGBTQIAP+, com personagem trans, sáficas, aquileanos, , gordo, negro, PCD, latino, etc.

Com contos icônicos, sombrios, um pouco assustadores, ora fluidos, em alguns momentos mais lentos, ainda assim, eu e minha companheira de leitura @meus2literario gostamos muito dessa nova perspectiva envolvendo essa antologia.


Após cada conto uma discussão é aberta pelas editoras do projeto: Zoraida Córdova e Natalie C. Parker e foi super interessante acompanhar as opiniões delas sobre cada um dos contos e das reflexões que deixaram para os leitores.

Os contos que eu mais gostei foram: Primeira Morte, Chupa, ensino médio, Um guia para o vampiro desi recém-transformado e a A casa das safiras negras.

A capa rosa com detalhes em glitter ficou muito linda e "conversou" muito com a proposta cheia de representatividade que a obra exibe.

Para quem gosta do universo vampírico, com certeza vai adorar esse livro, assim como a série adaptada.

Resenha: Erva Brava

Título: Erva Brava
Autora: Paulliny Tort
Páginas: 104
Editora: Fósforo
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!

Onde comprar: Amazon

Sinopse: As doze histórias que compõem Erva brava orbitam ao redor de Buriti Pequeno, cidade fictícia incrustada no coração de Goiás. Paisagem rara em nosso repertório literário, o Centro-Oeste brasileiro é palco de embates silenciosos, porém aguerridos, retratados neste livro com sutileza e maestria.

Regida pelo compasso da literatura ― que se ocupa de levantar perguntas, mais do que oferecer respostas ―, a escritora brasiliense Paulliny Tort evidencia o nervo exposto de um país que desafia todas as interpretações. Estão ali as relações patriarcais como a de Chico e Rita, em “O cabelo das almas”; a monocultura da soja que devasta o cerrado; o clientelismo rural que separa mãe e filha em “Matadouro” e a religiosidade sincrética de Dita, protagonista do conto “O mal no fundo do mar”. O rico encontro entre as culturas indígena e afro-brasileira também está em todas as histórias, as festas populares, como o cortejo de Reis que Neverson acompanha de sua moto em “Titan 125”. E, num conto final que coroa o livro como poucas coletâneas conseguem fazer, está também a revolta implacável da natureza diante da ação predatória do homem em “Rios voadores”. A precisão e a cadência do texto nos convidam a ler em voz alta a prosa cristalina e imagética de Paulliny Tort.

Por trás de uma escrita despretensiosa como os personagens de seus contos, ela revela a ironia necessária para dar conta, sem caricaturas ou preconceitos, de um país cruel e encantador.
Paulliny Tort nos apresenta um compilado de doze contos independentes, mas interligados por uma cidade fictícia chamada Buriti Pequeno, localizada no interior de Goiás.

A autora consegue descrever com simplicidade através de Buriti Pequeno e com base nos costumes de quem reside no interior, muitos dos embates que assolam o centro-oeste brasileiro. Por meio da linguagem popular e uma ambientação precisa é evidenciado nos contos as relações patriarcais, a cultura religiosa, o controle dos fazendeiros, os plantios de soja que devastam o cerrado, o enriquecedor encontro entre as culturas indígena e afro-brasileira, as festas populares e os impactos ambientais causando a poluição do rio, tudo isso para que o leitor se sinta completamente imerso nas histórias.


Eu moro no centro-oeste e nunca havia lido uma obra que pudesse representar de maneira concreta muitos dos cenários existentes nesta região predominada pela crença popular. Em muitos momentos foi fácil relacionar algumas das referências citadas no livro com situações que já me contaram ou mesmo que eu vivenciei.

Com uma escrita despretensiosa como seus personagens, "Erva Brava" revela a ironia necessária para dar conta de um país cruel e encantador.

Para quem deseja se aventurar e conhecer um pouco mais sobre as regiões do Brasil, especialmente o centro-oeste, os contos de Paulliny são um prato farto.

Essa foi uma leitura coletiva realizada pelo @clubelivrismo em março. Esse ano o clube está com um projeto focado em ler todas as regiões brasileiras, em abril a região definida é a Norte, caso tenha interesse, venha participar com a gente!
Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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