Resenha: A Dança da Morte

Título: A Dança da Morte
Autor: Stephen King
Tradutor: Gilson Soares
Páginas: 288
Editora: Suma
Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos.
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Sinopse: O clássico que deu origem à série The Stand― ao apresentar os sobreviventes da “supergripe” que organizam um mundo pós-apocalíptico, Stephen King constrói uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal.

Após um erro de computação no Departamento de Defesa, um vírus é liberado, dando origem à doença que ficará conhecida como Capitão Viajante, ou “supergripe”. Não demora muito para que um milhão de contatos casuais formem uma cadeia de morte, e é assim que o mundo como o conhecemos acaba. O que surge no lugar é um mundo árido, sem instituições e esvaziado de 99% da população. Um mundo onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados ― ou são escolhidos. Os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abigail, com seus cento e oito anos de idade, enquanto todo o mal é incorporado por um indivíduo de poderes indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro.

Com sua complexidade moral, precisão de ritmo e brilhante construção de personagens, A dança da morte tem um lugar garantido entre os clássicos da literatura contemporânea.
Esta obra ocupa o primeiro lugar de 9 entre 10 listas de melhores livros de Stephen King, é dividido em três partes e foi publicado pela primeira vez em 1978.

Um nanossegundo. Esse foi o tempo necessário para que 99% da população terrestre fosse varrida do planeta.


Após uma falha no Departamento de Defesa, o mundo é assolado por uma supergripe, chamada Capitão Viajante. O vírus seriamente contagioso é liberado trazendo contagio imediato, a doença se propaga e milhões de pessoas são infectadas, causando assim uma cadeia de mortes. É assim que o mundo fica quase deserto.

Os sobreviventes então, precisam lutar para continuarem a salvos, começam a se reunir, seguindo pelas estradas e deparando-se com lugares abandonados e corpos pelo caminho. Durante esse período, são obrigados a escolherem entre o bem, representado pela Mãe Abigail, uma idosa de 108 anos, que prepara seus protegidos para estabelecer uma sociedade segura e pacífica; e o mal, ele já teve muitos nomes, mas hoje é conhecido como Randall Flagg, o homem de preto, que tenta organizar sua própria sociedade por meio de uma governança tirânica.


Essa leitura, sem dúvidas, me lembra a pandemia a partir de 2020. Assim como na ficção existem dois lados na nossa realidade: o lado mal consiste em todos aqueles que seguem o homem que usa a fé e a família em vão, além de promover o ódio e diversos preconceitos. O bem é quem tem discernimento para enxergar a verdade e tem empatia pelo próximo.
"Ninguém pode dizer o que se passa entre a pessoa que você foi e a pessoa na qual se transformou. Ninguém pode delimitar aquela seção depressiva e solitária do inferno. Não há mapas de troca. Você simplesmente... passa para o outro lado."
Eu amei acompanhar a jornada dos personagens, de alguns mais do que outros. Nick e Fran tiveram mais destaque, pois são determinados, cheios de fé e esperança.

"A Dança da Morte" é um romance completo e aclamado, a princípio, assusta pelo tamanho, mas King, como em todas as suas obras, descreve minuciosamente como a epidemia começa, se desenvolve, quais as consequências e como as pessoas lidam com ela. Além de mais uma vez, exibir sua genialidade para enunciar uma ficção que aborda diversas questões relevantes à sociedade e a fé das pessoas.

Para quem gosta de ficção pós-apocalíptica, irá ficar fascinado com a leitura!

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Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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