Resenha: Se Eu Fosse um Clichê

Título: Se Eu Fosse um Clichê
Autora: Julia Rietjens
Páginas: 178
Editora: Amelie Editorial
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos. Contém gatilho de estupro e violência doméstica.
Pesquise os gatilhos antes de ler!

Onde comprar: Amazon, Kindle Unlimited

Sinopse: Tudo começou quando Elena encontrou Alicia chorando no banheiro feminino. Quer dizer, foi bem antes disso, para falar a verdade, já que Elena é aquele típico clichê ambulante completamente deslumbrada pela garota mais popular da escola, sem ao menos ter conversado com ela.

Tímida e preocupada somente em ir bem na escola para se provar digna - afinal, ser latina nos Estados Unidos significa sempre ser questionada de sua inteligência -, Elena acaba por se aproximar da garota que ama e vê, em pouco tempo, a amizade se tornando algo a mais.

Até que Alicia confia a ela seu segredo mais íntimo. Elena passa, então, a viver um dilema: ser leal à garota que ama ou salvar a vida dela? Independente do caminho que decidir escolher, sabe que poderá perder Alicia para sempre.
O que você irá em encontrar em Se Eu Fosse um Clichê?

Representatividade LGBT;
Representatividade latina;
Personagens identificáveis;
Casal clichê fofo.

A história apresentada tem como foco duas adolescentes estudantes do ensino médio. Elena, uma garota lésbica, latina e meio nerd, apaixonada por Alicia, a garota mais linda e popular da escola.

Quando Lena encontra Alicia chorando no banheiro feminino e percebe sua vulnerabilidade, as duas começam a se aproximar, até que Alicia se sinta confiante para revelar o que está acontecendo.


Iniciei a leitura com muitas expectativas, fiquei encantada pela capa e a edição super fofa do livro, como não costumo ler sinopse, esperei ler um romance leve e clichê - como o próprio título sugere - e fui surpreendida com protagonistas intensas. Além do romance sáfico que vai se desenvolvendo entre as duas personagens, a autora entregou uma história com representatividade e temas muito pertinentes e reais vivenciados por mulheres que sofrem preconceitos de muitas formas, dentro e fora de casa.

A narrativa em primeira pessoa pelo ponto de vista de Elena, consegue descrever com precisão suas emoções e como ela lida sendo vítima de bullying, lesbofobia, xenofobia, assédio, etc. Além disso, a obra expõe muito dos sentimentos que uma vítima de abuso doméstico pode sentir, seus medos e angústias diárias.

Gostei muito da cumplicidade das protagonistas, principalmente das atitudes de Lena em relação a Alicia, optando por fazer a escolha certa. O enredo é bem construído, a escrita é fluida e o clichê é real, gostaria que fosse apenas no romance fofinho, mas, infelizmente, o clichê também serviu como uma metáfora para o preconceito, que é presente nas experiências vividas pelas garotas - e por muitas mulheres fora da ficção.
"Eu reencontrei o amor da minha vida. Nunca vai existir cena mais clichê do que essa."
Indico muito a leitura, apesar dos temas pesados abordados na história e que podem gerar gatilhos (consulte antes), o final aquece o coração do leitor após tantos tapas de realidade.

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Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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