Título: Entre Grades: percursos de mulheres que vivenciam as prisões
Autoras: Djully Porfirio; Anne Andrade; Vitória Ramos
Páginas: 125
Editora: Ascensão
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!
Onde comprar: AmazonSinopse: “Entre Grades” retrata duas perspectivas do mesmo ambiente: o cárcere. Conta histórias de mulheres que se encontram em privação de liberdade, afeto e dignidade, o retrato mais vívido das heranças escravocratas do Brasil. Retrata, também, a realidade de mães que são levadas a essas instituições através das visitas aos filhos que se encontram encarcerados. As narrativas se entrelaçam no “entre”, o dentro e fora das prisões para mulheres em uma mesma obra. O livro é fruto de duas pesquisas no campo da Psicologia que atravessam relações, afetos, ausências e modos de viver em contextos tão singulares separados por muros e “grades”.
A resenha de hoje é de um livro que foge completamente da minha zona de leitura habitual. Porém é necessária.
É difícil ser mulher. Se para nós, livres, já é desgastante e amedrontador (só ver as estatísticas de feminicídio do Brasil) imagine para aquelas que estão atrás das grades?
“Entre Grades” aborda o encarceramento feminino e os caminhos que algumas mulheres trilharam (ou foram induzidas a trilhar). É um livro doloroso, que mexeu muito comigo durante a leitura.
São relatos de "Mulheres que se encontram em privação de liberdade, afeto e dignidade, o retrato mais vívido das heranças escravocratas do Brasil. Retrata, também, a realidade de mães que são levadas a essas instituições através das visitas aos filhos que se encontram encarcerados"
Um livro necessário para entender também as situações que essas mulheres vivem na cadeia, onde seus direitos básicos de saúde e humanidade são escassos. Ajuda a refletir bastante!
Fiquei muito emocionada durante a leitura, que foi um mundo novo que eu não compreendia e o livro ajudou a esclarecer muita coisa. Assim como estarrecida com alguns dados (por exemplo: 80% das mulheres encarceradas são negras ou pardas). E 80% delas sofrem de depressão - as mulheres nunca abandonam seus companheiros quando eles são presos, mas quando são elas a grande maioria nem visita recebem. São tratadas como vergonha e pária pela própria família. O livro é repleto de gráficos, foi escrito com muito embasamento e dados.
Leitura ideal para quem gostou de "Prisioneiras", do Dráuzio Varella e também de "Presos que menstruam".



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