Resenha: Contando Estrelas

Título: Contando Estrelas
Autora: Luciane Rangel
Páginas: 342
Editora: Qualis
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!

Onde comprar: Amazon, Kindle Unlimited

Sinopse: A ideia de um trabalho voluntário nunca passou pela cabeça de Elisa. Na verdade, era algo que ela jamais faria, não fosse essa uma exigência louca de uma das professoras da escola. O trabalho em dupla poderia ter sido com uma de suas amigas ou com o lindo do Miguel... Mas quis o destino, e o sorteio feito pelas mãos da professora, que o escolhido para ser seu par fosse o aluno novato da turma, um sujeito meio esquisito, calado, e que passava os intervalos das aulas no estranho hobby de dobrar estrelas de papel, como se elas tivessem algum significado. Mal sabia ela que o trabalho realizado em um hospital infantil, junto à companhia do "esquisitão", fosse acrescentar muito mais à sua vida do que as aulas do colégio. Ele parecia enxergar nas pessoas muito além do que olhos comuns poderiam ver, e suas estrelas pareciam fazer parte de algo maior do que um simples hobby. Algum tipo de missão, um tanto quanto mágica, que ela não era capaz de imaginar e que poderia tanto lhe trazer redenção quanto um coração partido. Elisa jamais imaginaria que surgiriam sentimentos com relação àquele garoto que tanto lhe intrigava.
Esse é meu primeiro livro solicitado pela Editora Qualis e minha primeira experiência conhecendo a escrita da autora Luciane Rangel e, posso afirmar com tranquilidade que fiz uma ótima escolha, que livro maravilhoso!!!


A história apresentada é um clichê sobre dois adolescentes que frequentam o ensino médio: Elisa, uma garota mimada e mesquinha e Fábio, um garoto novato, aparentemente, estranho e calado, vítima de comentários preconceituosos pelos alunos, especialmente por Elisinha e suas amigas.

Quando a professora informa que os alunos farão um trabalho voluntário em dupla, Elisa não imagina que será por sorteio e que o destino se encarregará de sorteá-la logo com Fábio, o "pobretão esquisito" que passa os intervalos das aulas dobrando estrelas de papel, como se elas tivessem significância e, que o trabalho será realizado em um hospital infantil. A garota mal sabe que a companhia de Fábio irá quebrar vários preconceitos existentes em sua vida, assim como essa experiência irá transformá-la para sempre.


Iniciei a leitura com as expectativas atendidas, me encantei pela capa do livro e esperei um romance fofo, só não esperava que fosse muito mais que um clichê gostoso de ler. Essa obra nos presenteia com muitas mensagens lindas e necessárias sobre empatia, personagens bem construídos, uma escrita envolvente, fluida e tocante.
"Nem sempre nós sabemos o que é melhor para as nossas vidas. Mas tudo fica mais fácil quando você passa a enxergar a vida com outros olhos."
A narrativa é contada em primeira pessoa pelo ponto de vista da protagonista, confesso que me deparei com uma personagem insuportável que me irritou muito. Elisa é uma jovem com uma boa condição de vida, mas falta muita humildade em seu coração, é egoísta e muito fútil, não enxerga nada além do seu mundinho perfeito. Em contrapartida, Fábio é muito cativante, empático e humano demais, sempre focado em ajudar, não é um rapaz comum, é como se fosse um enviado por Deus com um propósito de vida muito maior.


O ponto alto da história é o processo de evolução de Elisa, com o decorrer das páginas vamos acompanhar seu crescimento ao lado de Fábio e seu voluntariado no hospital infantil. Vivenciando tantos momentos e experiências emocionantes sua visão de mundo mudará completamente, percebendo o quanto dá importância nas coisas banais.
"- Mas é exatamente o que isso é. Não é de todo errado ter defeitos, porque isso todo ser humano tem. É acessório de fábrica. Errado é não tentar melhorá-los."
"Contando Estrelas" me surpreendeu, não consegui parar de ler, me emocionei, sorri, chorei, mas terminei a leitura com o coração quentinho e refletindo sobre o significado da empatia com o próximo e como a felicidade está presente nos pequenos gestos. É uma obra que eu indico para todos, prometo que irão se apaixonar!

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Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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