Resenha: King e as Libélulas

Título: King e as Libélulas
Autora: Kacen Callender
Tradutor: Vic Vieira
Páginas: 208
Editora: Nacional
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!

Onde comprar: Amazon

Sinopse: Kingston James – ou apenas King para os amigos – é um garoto de doze anos e tem certeza de que seu irmão, Khalid, virou uma libélula. Apesar de Khalid ter morrido inesperadamente e se transformado em uma libélula do bayou, uma região pantanosa da pequena cidade de Lousiana, ele ainda se mantém sempre próximo de King, fazendo visitas em seus sonhos.

Lidar com tudo isso seria mais fácil se o garoto pudesse buscar o apoio de seu melhor amigo, Sandy Sanders ― mas, como último conselho ainda em vida, Khalid disse a King para romper a amizade com Sandy, pois havia descoberto que ele poderia ser gay: “Você não quer que ninguém pense que você é gay também, ou quer?”. Quando Sandy desaparece, colocando toda a cidade à sua procura, King descobre que seu ex-melhor amigo está mais perto do que imagina, em uma barraca no quintal, se escondendo do pai abusivo.

Assim, os dois começam uma aventura, construindo um paraíso privado no bayou, entre as libélulas. À medida que a amizade de Sandy e King é retomada, ele é forçado a confrontar questões sobre si mesmo e sobre a morte do irmão. King e as libélulas explora raça, sexualidade, luto e identidade de uma forma íntima e próxima aos jovens, com uma lição de amor e libertação.
King é um menino negro de doze anos que perdeu seu irmão de forma brusca e tem certeza de que ele virou uma libélula e está sempre próximo visitando seus sonhos. Ainda em vida, o irmão pediu para que se afastasse de Sandy, seu melhor amigo, pois descobriu que ele poderia ser gay e King poderia ser também se ficasse perto dele. Mas quando Sandy Sanders desaparece de casa, deixando toda a cidade alerta, King o encontra numa barraca em seu quintal e descobre a razão por trás da fuga do amigo.
"Você não quer que ninguém pense que você é gay também, ou quer?"

Esse livro foi uma surpresa boa para mim, com uma narrativa fluida e capítulos curtos, é uma história repleta de temas pertinentes e atuais como o luto, a busca da identidade e aceitação,  sexualidade, raça, todos tratados com muita responsabilidade.

Fiquei encantada com a sensibilidade do autor ao abordar o luto de diferentes formas, seja através do personagem principal e também de seus pais e a relação entre eles, afinal, uma perda sempre atinge a família toda.
"Devemos ser quem somos e gostar de quem gostamos, não importa quem vai rir."
King me comoveu muito com suas questões pessoais, a culpa por ter se afastado do amigo, a dor da perda, a confusão sobre si mesmo em relação a sua sexualidade, o convívio distante com os pais, os amigos da escola. Para uma criança de 12 anos são muitos sentimentos para carregar, entretanto, fiquei emocionada com sua maturidade em lidar com tudo e feliz com a reaproximação da amizade com Sandy, criando laços mais fortes de confiança e cumplicidade. O menino é cativante e justo, amei acompanhar sua jornada de autodescoberta, deixou meu coração quentinho.
"Mas a saudade vira algo diferente também, depois de um tempo elas se tornam memórias. Se tornam rir de algo engraçado que ele já fez ou disse, mesmo que ele não esteja aqui para rir com você."
Em suma, King e as Libélulas é um livro leve, no entanto, possui alguns gatilhos mesmo que sejam abordados de forma responsável, consulte antes.

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Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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