Resenha: Com amor, Clara

Título: Com amor, Clara
Autor: Fabio Viccent
Páginas: 88
Editora: Ascensão
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!

Onde comprar: Amazon, Kindle Unlimited

Sinopse: Por mais que estivesse cercada de pessoas, Clara, sentia solidão. Essa angústia existe, pois ela perdeu seu bem mais precioso... Sem se despedir, sua mãe apenas se fora desta vida. Com isso, o mundo, que antes era iluminado e feliz, em pouco tempo, tornou-se cinza e sem sentido. Surge, então, o refúgio necessário para seguir em frente: Clara decide escrever cartas para sua mãe diariamente.

A certeza de que serão lidas alimenta sua fé e esperança. Ela não sabia exatamente onde sua mãe estava, mas sabia que, independente do tempo que levasse, elas se reencontrariam para o abraço que tanto fez falta. Clara estava certa! Após momentos na escuridão, eis que surge a luz necessária para mostrá-la que tudo fica bem para os que tem amor no coração.
Clara perdeu sua mãe precocemente e se encontra em fase de solidão e luto. Quando ela inicia terapia para aprender administrar suas emoções, sua psicóloga orienta que ela escreva cartas para sua mãezinha, como forma de amenizar a dor e senti-la mais próxima.

A jovem passa a escrever cartas contando o seu dia a dia para a mãe, demonstrando através das palavras seu processo de luto, todos os conflitos e sentimentos profundos que sente, os momentos de dor profunda e desespero pela ausência física da pessoa mais importante de sua vida.


Além de Clara, existe outro personagem relevante no enredo, que além de trazer outra perspectiva para a vida da personagem principal, irá contar a sua história de autodescoberta e de todas as dores que enfrentou em casa por conta do preconceito.

Esse livro, apesar de poucas páginas, é poderoso em sentimentos. É incrível como em poucas palavras o autor consegue transmitir todas as etapas do luto que a Clara sofre e do preconceito que André resistiu. É impossível ler todas essas cartas e não se comover e sentir empatia pelos personagens.
"E, pedaço por pedaço, vou reconstruindo o que sobrou de mim, buscando alguma resposta para esse meu vazio e o motivo de eu ainda estar aqui em meio a tanta solidão e tristeza."
A leitura é muito fluida e a narrativa muito bem construída. Gostei muito que a diagramação do livro é escrita como se fossem mesmo cartas, tornando a experiência mais palpável.
"Nós, jamais saberemos o espaço que o outro ocupa em nosso peito, até que ele se vá."
"Com amor, Clara", oferece ao leitor muitas reflexões sobre luto, superação, a importância da amizade, apoio e esperança de dias melhores. Mas principalmente: não deixe de dizer o quanto ama alguém, pois nossa vida é só uma passagem breve de ida.
"Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós."
Contém gatilhos: luto, depressão, menção ao suicídio, homofobia, agressão física, psicológica.

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Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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