Título: O Clube do Crime das Quintas-Feiras
Autor: Richard Osman
Tradutor: jaime Biaggio
Páginas: 400
Editora: Intrínsica
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!
Onde comprar: Amazon
Sinopse: Toda quinta, em um retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra, quatro idosos se reúnem para ― segundo consta na agenda da sala de reunião ― discutir ópera japonesa. Mas não é bem isso que acontece ali dentro. Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron usam o horário para debater casos policiais antigos sem solução, confiantes de que podem trazer justiça às vítimas e encontrar os responsáveis por algumas daquelas atrocidades do passado.
Com todos os integrantes acima dos setenta anos, o Clube do Crime das Quintas-Feiras não é a equipe de detetives mais convencional em que se conseguiria pensar, mas com certeza está mais do que acostumada a fortes emoções. Afinal, Joyce foi enfermeira por décadas, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos em situações dificílimas, Ron era um reconhecido líder sindical e Elizabeth... bom, digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosas não eram nenhuma novidade para ela.
Quando um empreiteiro local com projetos bastante questionáveis na cidade aparece morto, o grupo tem a oportunidade de seguir as pistas de um caso atual. Apostando em seus semblantes inocentes e habilidades investigativas estranhamente eficazes ― além de trocas de favores clandestinas com a polícia, que, apesar de todos os esforços, parece estar sempre um passo atrás de seus colegas amadores ―, os quatro amigos embarcam em uma aventura na qual as mortes do presente se entrelaçam com antigos segredos, e em que saber demais pode trazer consequências perigosas.
Imagina só, uma turma de idosos agindo como detetives de crimes e tentando solucionar assassinatos? Seria trágico se não fosse cômico! É o que você vai encontrar em O Clube do Crime das Quintas-Feiras.
Quatro aposentados vivem em Coopers Chase, um retiro para idosos muito confortável e privilegiado. O grupo é composto por Elizabeth, uma ex-agente de inteligência que nunca se aposentou realmente, Ron, um líder sindical, Ibrahim, um psiquiatra e Joyce, uma enfermeira.
Todas as quintas o grupo se reúne para discutir casos policiais antigos que não foram solucionados, com o intuito de encontrar justiça para as vítimas. Porém, quando um empreiteiro local é assassinado, o quarteto tem a chance de colaborar com um caso atual.
Parte da trama é narrada em primeira pessoa pela Joyce, através das anotações feitas em seu diário, mas não se limita apenas nela. Em outros momentos, a narrativa possui diferentes pontos de vista, assim como é contada em terceira pessoa a partir da policial Donna de Freitas, personagem secundária que também tem sua relevância.
"Tanta coisa para se perder, e logo a sanidade mental? Não dá para ser uma perna, um pulmão, qualquer outra coisa antes disso."
A leitura possui capítulos curtos, é muito dinâmica e despretensiosa, um dos pontos mais altos são os idosos, sem dúvida, são personagens muito cativantes e divertidos, repletos de ideias inusitadas para tentar solucionar os casos. É impossível não dar boas risadas ao ler os diálogos entre eles, dou destaque para a Joyce, que é daquelas idosas super fofinhas e cheia de curiosidade sobre o vocabulário dos jovens.
"Talvez estejamos clamando contra o apagar da luz que finda, mas isso é poesia e não a vida."
O livro tem uma boa dose de suspense e investigação mas não é o foco central, os idosos são o eixo da obra. E na minha opinião, é o que torna a história original. E a cereja do bolo é que o livro possui continuação, que já foi lançada no Brasil. O homem que Morreu Duas Vezes, vai dar continuidade na resolução de crimes ocorridos posteriormente ao primeiro caso. Teremos mais um mistério que envolve esses velhinhos carismáticos e divertidos.


.jpg)




