Título: Hibisco Roxo
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Tradutora: Julia Romeu
Páginas: 328
Editora: Companhia das Letras
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
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Sinopse: Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país.
Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.
Hibisco Roxo se passa na Nigéria e conta a história de Kambili e sua família. O pai é uma figura muito respeitada por todos, sempre ajuda a população financeiramente, é dono de um jornal e uma fábrica de produtos diversos - é um homem rico - que proporciona uma vida de privilégios a família; mas em casa, é autoritário e cheio de regras rígidas, Eugene, é um católico fanático e muito ligado às tradições religiosas africanas. O seu comportamento é tão extremado que ele renega o próprio pai, um idoso ainda afeito aos ritos tradicionais da cultura dos ancestrais.
Mas, quando Kambili e Jaja, seu irmão, vão passar uma temporada na casa da tia, a percepção de Kambili sobre o mundo começa a mudar. Ela e o irmão enxergam o quanto a intolerância do pai está destruindo a vida de toda a família.
"Não conseguia parar de pensar no batom de Amaka, me perguntando como seria espalhar cor em meus lábios."
O livro é narrado por Kambili que nos dá detalhes sobre sua vida antes e depois de conhecer sua tia Ifeoma, sua família tem uma importância fundamental na narrativa. Através dessa viagem que a personagem principal e o irmão irão conhecer a verdadeira Nigéria, as diferenças sociais e a liberdade de expressão, de compartilhamento de ideias. Os pensamentos de uma família para a outra são tão divergentes que Kambili e Jaja passam a enxergar possibilidades que jamais tinham enxergado pela "educação" limitada do pai.
"Os tiranos continuam reinando porque os fracos não conseguem resistir. Você não vê que é um círculo vicioso? Quem vai quebrar esse círculo?"
A leitura é muito rica, desde aos temas abordados, quanto a história em si. Uma obra completa, que nos ensina sobre a cultura nigeriana, o panorama político e faz críticas sociais sobre os traços herdados pela colonização e pelos golpes de estado que um país sofre.


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