Resenha: Tudo que o Céu de Chumbo Toca

Título: Tudo que o Céu de Chumbo Toca
Autora: Lua Silva
Páginas: 272
Literatura Nacional
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
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Onde comprar: Amazon, Kindle Unlimited

Sinopse: Quantas vozes estão sendo silenciadas neste exato momento?

Quantas vidas inocentes a ditadura militar decepou? Esses são questionamentos que reverberam nos muros da cidade — tanto no passado quanto no presente — e permanecem sem resposta.

Em uma São Paulo moderna e democrática, Aiyra, uma pernambucana corajosa e ativista, enfrenta desafios para salvar casas abandonadas no Centro enquanto lida com uma tragédia em sua vida pessoal.

Do outro lado da metrópole, Muriel, um artista — e militar — fora dos padrões, está sendo ameaçado por presenciar um homicídio brutal e escolher não se calar. Ele está determinado a desafiar o status quo.

O caminho dessas duas pessoas complexas e de realidades distintas está prestes a se entrelaçar contra a vontade deles.

Juntos, eles irão descobrir um segredo guardado por quase meio século, usar a arte como Manifesto e a Esperança como armadura enquanto encaram inúmeros obstáculos impostos por um astuto opressor. Ameaças, censuras, torturas, emboscadas e vigilância serão as armas utilizadas. Será que eles conseguirão escapar ilesos de todas essas tribulações?

Através de um suspense histórico eletrizante e inesquecível, Tudo que o céu de chumbo toca fala sobre justiça, arte, liberdade, resistência e a coragem de lutar contra um sistema opressor. Pois afinal, para se conquistar a liberdade, é preciso estar pronto para a batalha.
Já imaginou usar a arte como Manifesto?

Em Tudo que o céu de chumbo toca, iremos conhecer Aiyra e Muriel, dois personagens muito distintos de personalidade e realidade, mas com um desafio em comum: garantir que suas vozes sejam ouvidas.

Aiyra é pernambucana mas reside em São Paulo, uma mulher determinada, destemida, ativista. Seu desafio atualmente é salvar casas abandonadas no Centro da cidade.

Muriel é um rapaz excêntrico, artista — e militar — está sofrendo ameaças após presenciar um homicídio brutal e optar por não se calar.

Tudo irá mudar em suas vidas quando seus caminhos se cruzam.


Juntos, eles irão descobrir um segredo guardado por muito tempo e através de um manifesto usando a arte como principal meio de comunicação, os dois enfrentarão muitos obstáculos impostos por um perspicaz opressor.

Narrado a partir do ponto de vista dos dois personagens, esse é um suspense histórico baseado nos tempos da Ditadura Militar no Brasil, trazendo para os dias atuais os danos causados por esse governo.
"O que nos destrói é a ilusão de que somos intocáveis e especiais. Ninguém é, Carpen. Nem as pessoas que mais amamos na vida. Estamos à mercê do imprevisível. Somos um bando de seres frágeis e efêmeros. O problema é que só percebemos isso quando o vazio deixado pela pessoa que se foi se torna imenso demais, inconcebível."
A escrita da autora é poética, sempre inserindo a arte como ponto chave. Além das referências literárias e musicais, a ambientação é detalhada, é fácil se sentir imerso aos cenários pela capital de SP ou Recife. Os personagens são cheios de representatividade, cada um em sua peculiaridade.
"Existe uma beleza peculiar nesse tipo de arte: Os artistas usam suas vozes para narrar o cotidiano e mudar vidas e perspectivas. Quando sigo caminho, sinto que já sou outra pessoa. Talvez esse seja o verdadeiro significado da arte: A capacidade de nos mudar."
É uma obra completa, com doses de drama, suspense, mistério e muitos plots twists. Uma história repleta de resistência e a coragem de lutar contra um sistema opressor. Inspirador, reflexivo e vai nos lembrar o quanto nossa voz tem força.

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Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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