Resenha: A Filha Perdida

Título: A Filha Perdida
Autora: Elena Ferrante
Tradutor: Marcello Lino
Páginas: 176
Editora: Intrínsica
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!

Onde comprar: Amazon

Sinopse: O terceiro romance da autora que se consagrou por sua Tetralogia Napolitana é centrado nos sentimentos conflitantes de Leda, uma professora universitária de meia-idade, que na adaptação cinematográfica é interpretada pela vencedora do Oscar Olivia Colman. Aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, Leda decide tirar férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na praia, conhece Nina (Dakota Johnson) e sua pequena filha, Elena, e fica obcecada por ambas. A proximidade com a jovem mãe desencadeia uma enxurrada de lembranças da própria vida de Leda e evoca segredos que ela nunca conseguiu revelar a ninguém.

Cercada de parentes autoritários e imersa nos cuidados com a filha, Nina parece perfeitamente à vontade no papel de mãe e faz Leda se lembrar de si mesma nos tempos de juventude, quando ainda era cheia de desejos e expectativas.
Em A Filha Perdida, Leda é uma mulher de meia-idade que vive em Florença, professora universitária, divorciada e mãe de duas filhas adultas. Após as filhas se mudarem para o Canadá com o pai, ela se sente livre das ocupações que a maternidade exige e decide tirar férias no litoral Sul da Itália. Mas o que era para ser uma viagem de descanso, resulta em uma jornada de autoconhecimento.


Já nos primeiros dias na praia, uma ruidosa família napolitana chama a atenção de Leda, em especial, a jovem Nina, mãe da pequena Elena, uma garotinha que está sempre acompanhada de sua boneca.

Mãe e filha despertam em Leda sentimentos conflitantes em relação ao passado e às escolhas que fez no decorrer de seu casamento e do crescimento de Marta e Bianca.

Essa é minha segunda experiência lendo Ferrante e novamente foi uma leitura muito marcante. A escrita da autora é crua e direta, confortável e incômoda, trazendo sempre assuntos pertinentes sem romantização.
"As coisas mais difíceis de falar são aquelas que nós mesmo não conseguimos entender."
A maternidade é o tema principal da narrativa, apresentando diversos questionamentos e debates sobre como a sociedade impõe que as mulheres sejam esposas e mães perfeitas. Através da personagem Leda, como mãe e mulher imperfeita, é possível descrever todos os conflitos que as mulheres enfrentam em seus íntimos.
"O que eu tinha feito de tão terrível, afinal? Anos antes, havia sido uma garota que se sentia perdida, isso era verdade. Todas as esperanças da juventude já me pareciam destruídas, era como se eu estivesse caindo para trás na direção da minha mãe, da minha avó, da cadeia de mulheres mudas ou zangadas da qual eu derivava."
A adaptação dirigida por Maggie Gyllenhaal está disponível na Netflix e atualmente é o terceiro filme mais assistido no Brasil. A narrativa de A Filha Perdida está relativamente intacta em sua estrutura, mas sim, existem mudanças do livro para o filme, porém, eu gostei que mantiveram o principal: a essência da obra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




Procura algo?

Tecnologia do Blogger.

Mais lidos


Arquivos

Parcerias