Título: A Aurora da Lótus
Autora: Babi A. Sette
Páginas: 350
Editora: Verus
Classificação: Não recomendado para menores de 18 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!
Onde comprar: Amazon
Sinopse: Egito, 1283 a.C. Dentro do bairro hebreu vive Zarah, uma jovem que sonha com a liberdade e com dias melhores para o seu povo. Salva de um ataque por Ramose, um comandante egípcio, ela se envolve em um jogo de sedução e é arrebatada por uma paixão proibida.
Ramose é o inimigo, mas tem nas mãos a promessa de uma vida melhor não somente para ela, como também para o seu povo. Virando as costas para os costumes e o acolhimento de sua gente e para o convívio com David, seu melhor amigo, Zarah escolhe a possibilidade de viver um grande amor e acaba entregue a uma paixão intensa e obsessiva, em que desejo, ciúme e posse se misturam.
Agora, para reescrever a sua história, Zarah terá que percorrer uma jornada de volta à sua essência e descobrir até onde é capaz de ir em busca da liberdade e do amor verdadeiro.
Uma história sobre a busca pela liberdade e o amor verdadeiro
É em meados de 1283 a.C que a jovem hebreia Zarah sonha com a possibilidade de ser livre e melhorar a vida de seu povo. Ela vive dentro dos muros de um bairro hebreu, às margens do rio Nilo, rodeada de pobreza e trabalho duro. Seu único conforto é seu amigo David, amigo desde a infância e que sempre esteve ao seu lado. Mas tudo irá mudar após Zarah sofrer um ataque violento e ser salva por Ramose, um comandante egípcio.
Ramose é o inimigo, o típico homem que parece maravilhoso até mostrar quem realmente é. Além de egípcio, ele corresponde ao poder e causa opressão a população hebreia. Mas para conquistar o coração de sua Lótus, vale até fazer promessas de uma vida melhor não somente para ela, como também para o seu povo.
"Por que uma mulher que deseja sentir prazer ou viver com direitos iguais aos de um homem se torna uma ameaça?"
Inebriada com a oportunidade e a esperança de viver um grande amor, Zarah escolhe deixar seus costumes, o acolhimento de sua gente e o convívio com David para se entregar a uma paixão intensa e obsessiva, em que desejo, luxúria, ciúme e posse se confundem.
A história despertou muitos sentimentos em mim, foi um misto de raiva, revolta, indignação e nervoso em relação aos personagens principais.
"Podem tirar sua liberdade, as suas terras, a sua família, o seu trabalho, mas ninguém pode tirar o seu conhecimento e a sua fé."
Zarah é muito imatura e ingênua, foi facilmente manipulada. Ela acredita demais que tudo pode melhorar, então acaba aceitando coisas absurdas em nome do "amor". E me incomodou a velocidade com que ela se esqueceu de si mesma e de seus princípios para mergulhar no vislumbre apresentado, para quem sabe, conseguir melhorar sua vida e a de seu povo.
Ramose é um personagem muito bem construído e complexo. Muito fanático por sua crença, possessivo, um egípcio cheio de ganância, sua obsessão o leva a loucura, ele enxerga o amor como posse.
"Estamos aqui para errar e acertar, mas sobretudo para aprender a amar, sem abrir mão nem do poder pessoal nem da nossa sabedoria."
A leitura é fluida, instiga o desejo de saber o que irá acontecer a seguir. Só não esperem um romance fofo e apaixonado entre Zarah e Ramose, eu só vejo problemáticas, mas entendo, as circunstâncias eram outras.
"Nada em excesso traz felicidade (...) É impossível amar de forma descontrolada, possessiva, e não ser dominado pelo medo. (...) Medo de perder a pessoa amada, posse, medo de não controlar quem se ama, domínio; tudo isso é uma ilusão, o amor real é livre."
Em suma, o livro é ótimo, bem ambientado, é fácil visualizar os cenários do Egito Antigo, os plots finais não foram surpreendentes mas o epílogo deixou um quentinho no coração.



.jpg)




