Resenha: As Nove Vidas de Rose Napolitano

Título: As Nove Vidas de Rose Napolitano
Autora: Donna Freitas
Tradutora: Lígia Azevedo
Páginas: 344
Editora: Paralela
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
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Sinopse: Quais são as consequências das nossas maiores decisões? Acompanhando Rose Napolitano descobrimos como nossa história pode ser reinventada a cada escolha e, às vezes, seguir rumos que não imaginávamos. Um romance profundo sobre uma mulher que nunca quis ser mãe e as diversas formas com que a vida pode nos surpreender.

Rose Napolitano e Luke estão brigando. Ele prometeu, antes do casamento, que não queria ter filhos, mas mudou de ideia. Ela prometeu tomar as vitaminas para engravidar, mas não o fez. De repente, o casamento dos dois passa a depender de uma única resposta: Rose consegue encontrar dentro de si o desejo de ser mãe?

Ao narrar uma escolha de vida decisiva em nove versões diferentes, Donna Freitas nos leva por todos os caminhos que moldam a vida de uma pessoa, refletindo sobre trajetórias que ressignificam o que é ser mulher. Um romance sobre amor, maternidade, traição, divórcio, morte e sobre como o destino pode interferir em nossos planos quando menos esperamos.
Rose Napolitano é professora universitária, tem uma carreira de prestígio e nunca quis ter filhos, essa é a única certeza que ela carrega com convicção. E sua família e seus amigos não interferem na sua escolha.

Desde o início de seu relacionamento com Luke, seu marido, ela já manifesta sobre sua decisão de não ser mãe e ele não só aceita como também não deseja ser pai. Após alguns anos casados, enquanto se tornar mãe não é uma possibilidade que Rose cogita, para Luke, no entanto, se torna uma necessidade ser pai. Ele muda de ideia e acha que Rose pode mudar também, então, tenta convencê-la a abrir mão de sua escolha para engravidar. Pressionada pelo marido, Rose precisa optar entre renunciar seu único desejo ou ceder a vontade de seu grande amor.


Com base nesses acontecimentos, o livro nos apresenta as nove vidas de Rose Napolitano, nove destinos diferentes, cada uma das vidas sendo representadas a partir das possíveis escolhas da protagonista e suas consequências.
"Eu gostaria de não sentir que essas são as escolhas que tenho a minha frente: fazer algo que não desejo para ficar com meu marido ou deixar que meu casamento chegue ao fim."
Donna Freitas trouxe um tema que reflete muito na nossa sociedade: a maternidade. Boa parte da sociedade ainda acredita que as mulheres nascem com um instinto maternal e que só se realizam como pessoas quando se tornam mães. Muitas pessoas nem consideram a ideia de que ser mãe é uma escolha pessoal e não deve ser encarado como uma obrigação para satisfazer expectativas alheias. Na narrativa, Rose Napolitano se sente exaurida, querendo cogitar mudar quem ela é para satisfazer o desejo do marido.
"Eu gostaria muito que o mundo fosse diferente. Que as pessoas achassem tão normal uma mulher não querer ter filhos quanto querer. A pressão que eu sinto para ser alguém que não sou às vezes é forte demais."
A história é retratada com muita sensibilidade e cumpre seu papel em apresentar as nuances da maternidade, também explora assuntos sobre traição, perdas e luto. A escrita é muito fluida, os capítulos são alternados entre as nove vidas e a narrativa avança a partir do ponto de vista de Rose Napolitano.

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Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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